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Adversário do Flamengo na Libertadores, Racing vive crise gigantesca

BeSoccer por BeSoccer @besoccerPT - 0 753

Pin Crise do Racing é institucional e esportiva. EFE/AGUSTIN MARCARIAN/Arquivo
Crise do Racing é institucional e esportiva. EFE/AGUSTIN MARCARIAN/Arquivo

Adversário do Flamengo na Libertadores, Racing vive crise gigantesca

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Divisão na diretoria, placar agregado de 10 a 1 em derrotas nos últimos jogos e pressão sob o técnico: a fase do clube argentino é péssima.

Se o Flamengo, eliminado da Copa do Brasil pelo São Paulo e com Rogério Ceni ainda com pouco tempo de casa após a demissão de Domènec Torrent, não vive o melhor de seus momentos se compararmos à impressão deixada pelo time de 2019, o seu adversário nas oitavas de final da Libertadores da América encontra-se em uma situação de caos.

A crise vivida pelo Racing, que enfrenta o Rubro-Negro na próxima terça-feira (24), é tanto institucional quanto de resultados. E, como podemos prever naturalmente, estes dois elementos acabam gerando um ciclo destrutivo que vem preocupando o torcedor da “Academia”.

A crise interna é protagonizada por dois personagens: de um lado o presidente do clube, Víctor Blanco; do outro, Diego Milito, atual diretor de futebol e um dos maiores ídolos racinguistas de todos os tempos.

Diretoria dividida

A ruptura entre os lados começou a ser nutrida anos atrás, com o ex-jogador insatisfeito por inimizades em relação a outros dirigentes e, especialmente, pelo pouco poder de tomada de decisão no planejamento do plantel e ações no mercado de transferências. Pelo lado dos dirigentes, o desdém em relação a Milito encontra como justificativa o fato de que o time campeão argentino de 2018-19 foi montado por Eduardo Coudet, ex-técnico do Inter que recentemente foi apresentado pelo Celta de Vigo.

Milito recentemente chegou a falar sobre uma vontade de ser, futuramente, presidente do Racing e vem dando mostras de que não seguirá no clube após o término de seu contrato em dezembro. A torcida, que o idolatra, já fez manifestos nas redes sociais pedindo a permanência do ex-atacante, bicampeão nacional como jogador e também vitorioso na sua atual posição dentro do clube.

Crise de resultados em campo

A paciência que os torcedores têm com Milito, entretanto, não é a mesma dada ao técnico Sebastián Beccacece, que viu sua situação mudar drasticamente perante a opinião dos racinguistas. Depois de um belo início de trabalho, com vitória no clássico contra o arquirrival Independiente, uma campanha bastante sólida na fase de grupos da Libertadores e aproveitamento de 73.8%, sua equipe vem de quatro derrotas seguidas na Copa da Liga Argentina e corre sério risco de não conseguir se classificar para a fase seguinte.

O placar agregado dos últimos quatro jogos do Racing é de 10 a 1 para os adversários – e olha que eles não enfrentaram os outros gigantes do país neste período -, ainda que Beccacece tenha usado mão de muitos atletas jovens. A torcida, contudo, não alivia e inclusive apareceu no noticiário argentino por ter alterado o perfil do comandante no site Wikipedia: “A qualquer momento, ele será demitido por ser um excelente treinador”, ironizou-se.

Em meio a uma destas derrotas recentes, o presidente Víctor Blanco adentrou no campo de treinamento, acompanhado de um dos dirigentes tidos como inimigos de Milito, para conversar com Beccacece. Segundo a imprensa argentina, o treinador, que pende para o lado do diretor de futebol em lealdade, também cogita deixar o clube em dezembro caso Milito faça o mesmo. Nas entrevistas coletivas, contudo, Beccacece se recusa a falar sobre a política do clube: defende seu trabalho e diz que os objetivos estão sendo cumpridos.

De fato, se olharmos para meses atrás o clube se colocava como uma das forças na Libertadores. A conquista sul-americana é o principal objetivo do Racing, portanto todo este clima faz com que os duelos contra o Flamengo ganhem contornos de “tudo ou nada”: uma derrota aprofundaria ainda mais a crise interna dentro da instituição.

A divisão política entre Blanco e Milito vai refletindo também nos péssimos resultados recentes. Se comparado à situação vivida hoje pelo Flamengo, dá até a impressão de que o clube carioca – que já precisou acionar dirigentes para acalmar insatisfeitos torcedores organizados – vive até um clima de certa tranquilidade.

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