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Arão vai de herói a vilão em eliminação do Flamengo com gol e pênalti perdido

BeSoccer por BeSoccer @besoccerPT - 0 1,307

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Arão vai de herói a vilão em eliminação do Flamengo com gol e pênalti perdido. EFE

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O meio-campista foi um dos melhores em campo contra o Racing, mas a noite de sonho virou pesadelo na Libertadores

É uma daquelas coisas que, no futebol, é tão corriqueira que parece, ainda que não seja, uma verdade absoluta: o herói que salva o seu time, levando a disputa para a sorte dos pênaltis, acaba desperdiçando a sua batida.

Aconteceu com Willian Arão. O meio-campista foi um dos melhores em campo pelo Flamengo no duelo de volta das oitavas de final da Libertadores da América contra o Racing e ainda salvou o Rubro-Negro nos acréscimos, ao marcar o gol do 1 a 1 contra o Racing, que levou o duelo para os pênaltis. Quis o destino, entretanto, que tenha sido o camisa 5 justamente o único a ter desperdiçado o seu penal. O Flamengo está eliminado desta Libertadores.

No tempo regulamentar o placar foi o mesmo do encontro de ida, na Argentina. O Flamengo dominava a posse de bola e conseguiu criar um número considerável de chances, mas ou pecava nas finalizações ou o goleiro Gabriel Arias aparecia bem para salvar os adversários. Na defesa, a exibição flamenguista era segura até um momento-chave: até a metade do segundo tempo, antes de o zagueiro Rodrigo Caio, que retornava ao time e vinha fazendo a diferença, ser expulso ao receber o segundo cartão amarelo. O Racing abriu o placar no lance seguinte, com Sigali aproveitando uma bola presenteada pelo acaso de um desvio no calcanhar de Gustavo Henrique.

As opções de Rogério Ceni foram de colocar Pedro, recém recuperado de lesão, no ataque. A parte mais polêmica foi ter sacado Everton Ribeiro e Arrascaeta. Sem os seus meias, o Flamengo seguiu construindo e criando... mas já sem a mesma qualidade: até o final do encontro o rubro-negro foi mais valente do que teve qualidade e abusou das jogadas aéreas. Deu certo, no final das contas, quando Willian Arão subiu para cabecear após escanteio batido por Diego Ribas – outro que saiu do banco de reservas. O tento deu sobrevida ao Rubro-Negro e foi um presente ao camisa 5, que ao lado de Gerson vinha sendo um dos grandes destaques em campo.

Se Arão não foi o jogador mais participativo neste jogo de volta, esteve muito perto. Jogou praticamente no campo todo – recuando para bem perto dos zagueiros para ajudar na saída de bola, pisando no campo de ataque para contribuir com a criação das jogadas e arriscar finalizações de cabeça. Nenhum jogador rubro-negro recuperou tanto a posse de bola (8) ou trocou tantos passes (79, acertando 88.6% destes). Acontece que no futebol nem sempre existe justiça. Nós sabemos muito bem disso.

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