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Arthur volta à seleção e devolve tudo de melhor que faltou contra a Bolívia

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O meio-campista está confirmado para enfrentar a Venezuela nesta terça-feira (18), na Copa América

Arthur voltará a ser titular da seleção brasileira no jogo desta terça-feira (18), contra a Venezuela, em duelo válido pela segunda rodada do Grupo A da Copa América. O meio-campista de 22 anos recuperou-se da pancada no joelho sofrida no amistoso contra o Qatar e, depois de ter desfalcado a equipe de Tite na estreia contra a Bolívia, recupera a posição que estava com Fernandinho. O retorno de um dos atletas mais utilizados desde o pós-Copa entrega um futebol mais bonito e menos direto, qualifica mais os passes e traz um ganho gigantesco na transição ofensiva.

Um dos jogadores de maior destaque no ótimo Manchester City treinado por Pep Guardiola, Fernandinho não jogava como titular pelo Brasil desde a eliminação nas quartas de final da Copa do Mundo de 2018 para a Bélgica - a derrota por 2 a 1 que lhe pôs o selo de vilão, especialmente por causa do gol contra. O retorno à titularidade nos 3 a 0 sobre a Bolívia, na última sexta-feira (14), viu o meio-campista com uma postura diferente do primeiro para o segundo tempo: entre os 45 minutos iniciais, não soube posicionar-se da melhor forma para receber os passes que vinham da zaga ou de Casemiro. Aceitou a marcação.

Se foi escalado para ajudar na transição para o ataque, levando a bola para os pontas e a Philippe Coutinho, não soube fazer bem esta função no primeiro tempo: fez passes mais simples e burocráticos e nem mesmo foi direto, agudo, o “box-to-box” que  pisa na área até arriscando algumas finalizações – uma de suas características mais marcantes. O desempenho melhorou, mas apenas no segundo tempo depois que Philippe Coutinho abriu o placar em cobrança de pênalti. Os bolivianos foram obrigados a saírem mais para o jogo, arriscar mais, e isso fez abrir espaços. Fernandinho passou a avançar mais e até arriscou uma finalização – para fora.

Ou seja: o talento de Fernandinho não condicionou à melhora da seleção. Foi o oposto que aconteceu, e é verdade que esta avaliação não cabe exclusivamente a ele. Mas como a ausência de Arthur foi a mais sentida na estreia do Brasil na competição aqui sediada, não deixa de ser um ponto importante. A seleção não conseguiu transformar o tempo de bola no pé em chances de qualidade. Faltou ousadia, drible para abrir o espaço que estava fechado e o passe direto que chega na beira da área aumentando as chances de gol.

É aí que entra Arthur. Na comparação feita com Fernandinho, utilizando os desempenhos por Barcelona e City [uma vez que Fernandinho retornou à seleção somente agora] o barcelonista não acertou mais passes no total ou nos campos de ataque e defesa. Mas teve um aproveitamento melhor em todos estes quesitos, assim como nos passes que levaram a bola para a entrada da área adversária [87.7% a 78.2%]. Soube fazer melhor a transição.

Jogador com menos partidas [10] apenas em relação a Richarlison [11] sob o comando de Tite, por causa justamente da lesão, Arthur também possui atuações de destaque neste ciclo pós-Mundial que marcou o seu ingresso na seleção brasileira. E além da já citada qualidade gigantesca com a bola no pé, para rodar o jogo e tomar constantemente a melhor escolha possível, é também quem um dos melhores dribladores quando representa o Brasil: somente os atacantes mais utilizados pelo treinador completaram mais dribles do que os sete do ex-gremista.

De volta ao time titular após o susto, Arthur é quase um sinônimo de acerto quando tem a bola nos pés. E Tite acerta em ter apostado nele para ser titular: com passes precisos, mas sem deixar o drible ou a coragem para arriscar um pouco mais, hoje ele é inquestionável e necessário para a seleção.

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