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Brasileirão resgata um personagem esquecido na década passada: o segundo atacante

BeSoccer por BeSoccer @besoccerPT - 0 166

Pin Brasileirão resgata personagem esquecido na década: o segundo atacante. AFP
Brasileirão resgata personagem esquecido na década: o segundo atacante. AFP

Brasileirão resgata um personagem esquecido na década passada: o segundo atacante

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Nomes como Thiago Galhardo, Willian e Luciano vão se destacando em um "resgate" da posição na temporada.

Você se lembra do tempo em que os destaques dos times eram as duplas de ataque, e não os trios? Faz pelo menos uma década que o futebol é contado de três em três, não raro com siglas que marcam os dois pontas e um centroavante da escalação mais “moderna” possível. Em 2020 (/21), o Campeonato Brasileiro vai na contramão e resgata um personagem que andava meio esquecido: o segundo atacante.

Foram anos se adaptando, ora andando na linha, atraindo laterais adversários como uma espécie de isca, ora improvisando como o 9 de referência, muitas vezes sem o cacoete do artilheiro de ofício. Neste ano, o jogador que não é ponta e nem centroavante, gosta de se movimentar, constrói em todos pontos do campo e ainda é capaz de finalizar com qualidade virou uma alternativa real para times de sucesso no país. 

Willian, grande destaque do atropelo do Palmeiras sobre o Corinthians na última segunda, é um exemplo disso. Nos últimos anos, o antigo “Cebolinha”, hoje “Bigode, alternou-se entre ponta e “falso nove”. No dérbi, ele foi o segundo atacante de ofício, andando por todos os lados, dando passes (dois deles para gol) e aparecendo para levar perigo a Cássio em uma finalização.

Meu guru tático, cujo nome não pode ser revelado, avisa que Willian não é sempre um segundo atacante. Sem a bola, ele recompõe a linha de meio-campo e não fica sempre na altura de Luiz Adriano. Com ela, porém, ele não se limita a nenhum dos lados. O primeiro gol saiu do lado esquerdo da intermediária ofensiva, o segundo em profundidade no meio dos zagueiros. Bigode ainda gerou uma outra grande chance pela direita, encontrando um lindo passe para Gabriel Menino servir Luiz Adriano, que só não fez porque Fagner pressionou o chute a tempo. 

Ele não é o único. Foi com dois atacantes que o Inter, nos tempos de Coudet, tirou o melhor de Galhardo, atuando com Guerrero ou Abel Hernandez como pivôs mais tradicionais. É o mesmo sistema, com Brenner e Luciano, que deu ao São Paulo seus grandes momentos na temporada, aproveitando a movimentação e o faro de gol da dupla aliado à capacidade de criação e movimentação de Dani Alves, Igor Gomes e Gabriel Sara.

Não há de ser só coincidência que três dos seis ponteiros do Brasileirão apostaram em dois atacantes complementares, sendo um deles especialmente livre para construir sem se limitar a um setor do campo. O esquema com pontas, preferencialmente bem abertos, atraindo os laterais rivais pra criar espaço, foi a estrutura utilizada pela ampla maioria dos times, vencedores ou não, na última década. 

Curiosamente, porém, o grande time dos anos 2010 no Brasil já tinha escolhido outro caminho. O Flamengo de 2019, sob o comando de Jorge Jesus, tinha Gabigol e Bruno Henrique se mexendo muito, inclusive pelas pontas, mas sem se limitarem a elas, que quando necessário eram ocupadas por Arrascaeta e Everton Ribeiro. Um ano (e pouco) depois, mais gente escolhe essa rota.

Não tenho condições ou interesse de dizer que trata-se de uma revolução ou algo grandioso do tipo. Até porque o segundo atacante não necessariamente é o “segredo” dos times que o adotam. O Inter de Abel voltou ao modelo com um 9 de ofício e segue na briga, o Palmeiras tem sua grande força em outros pontos da equipe de Abel Ferreira e o São Paulo também é bem mais complexo que a simples união de Luciano e Brenner, mas pra quem quer ver mudança, é interessante uma nova perspectiva.

O que me interessa é que jogadores como Willian, entre vários outros, tenham a possibilidade de fazer algo parecido com o que fizeram outros como Euller e Paulo Nunes, pra ficar em exemplos alviverdes e de consumo interno. Novos esquemas, novas exigências, novas alternativas que se abrem num ano de boas ideias do futebol brasileiro.

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