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Carille e Tite: de exaltados a criticados, mas por quê?

BeSoccer por BeSoccer @besoccer_com - 0 247

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De exaltados a criticados. Goal

Carille e Tite: de exaltados a criticados, mas por quê?

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Apesar da entrega nos resultados, espera-se mais dos times comandados pelos treinadores.

Tite mudou a história do Corinthians, conquistou títulos e o status por ele atingido o levou para a seleção brasileira. No Timão, Fábio Carille foi o seu grande sucessor e também aumentou o número de peças no museu de taças do clube. Outra coincidência está calcada no estilo de jogo do time, pragmático, quase sempre tendo na defesa a sua principal força, e no momento atual vivido por ambos: tanto um quanto outro hoje têm o trabalho questionado.

O Corinthians de Carille, por exemplo, ocupa a quarta posição na tabela do Brasileirão, longe da disputa por títulos e na última quinta-feira (10) precisou de um esforço hercúleo para, com duas jogadas de bola parada, empatar por 2 a 2 com o Athletico-PR dentro de Itaquera.

Em uma noite onde a tão aclamada solidez defensiva não funcionou, o ponto conquistado foi lucro especialmente pelo desempenho apresentado pelo time. Esta necessidade de melhorar a forma de jogar tem sido reconhecida, desde o início do ano, mas a equipe segue deixando a desejar na forma que trata a bola e o comandante culpa a falta de peças melhores especialmente em seu setor criativo.

Carille culpa falta de peças

Pela organização do Brasileiro, acho que devemos terminar em 3º, 4º ou 5º. Mas, pelo que estamos jogando, não”, disse Carille após o empate com o Athletico. “É como eu sempre digo, são muitos jogadores novos trabalhando comigo. Requer tempo. Mas isso também mostra o que é necessário para o Corinthians ser mais forte. Situação do clube não é boa, queremos um jogador definidor, mas jogadores qualificados, que resolve, não são muitos. Para comprá-los, é preciso dinheiro”.

Ainda na Arena Corinthians, o diretor de futebol do clube, Duílio Monteiro Alves, falou que o Corinthians não teve dinheiro para fazer mais contratações especificamente para o setor ofensivo. No início da temporada, o Timão chegou a sondar nomes como Gabigol (hoje no Flamengo), Rodriguinho (que acabou se acertando com o Cruzeiro) e Roger Guedes (que segue na China).

“O problema foi dinheiro. Os valores oferecidos pelo clube e o tempo de contrato não encaixaram e a gente entendeu que não foi possível. Faltou dinheiro”, disse o dirigente.

Tite insiste com peças

A situação com Tite é diferente, afinal de contas na seleção brasileira o que não faltam são boas opções. Entretanto, o comandante segue a demonstrar insistência exagerada com algumas destas peças.

O principal é Philippe Coutinho. Apesar de estar recuperando o seu melhor futebol no Bayern de Munique, na seleção o meia não consegue render o seu melhor pelo Brasil. Mesmo que tenha participado no gol marcado por Roberto Firmino, no empate por 1 a 1 com Senegal, o problema envolvendo Coutinho é o desenho da equipe de Tite: a ponta-esquerda é de Neymar, e Firmino tem como característica recuar muito para o setor de criação, entrelinhas, como se fosse um “Falso 10”. Philippe atinge o seu melhor justamente da meia para a ponta-esquerda.

Além disso, as exibições recentes não estão agradando. Desde o título da Copa América, em três jogos foram dois empates e uma derrota. Tite reconheceu o desempenho abaixo do esperado especialmente contra Senegal: “Esteve abaixo do seu padrão técnico, do padrão normal competitivo”, disse.

Sombra de Jesus e foco em desempenho

Os questionamentos em relação a Carille e Tite têm mais a ver com desempenho do que com resultados. O Corinthians já foi campeão estadual e a avaliação é de que faz boa campanha, em números isolados, no Brasileirão. A seleção cumpriu com a obrigação de ser campeã da Copa América dentro do Maracanã. O problema tem sido a qualidade do entretenimento entregue.

Isso fica mais evidente em um momento no qual o Flamengo de Jorge Jesus encanta por resultados e pelo seu jogo. Tanto, que o treinador português, líder do Brasileirão e semifinalista da Libertadores, começou até mesmo a ser perguntado sobre a possibilidade de entrar no radar para futuramente treinar o Brasil.

“Seleção brasileira é uma das melhores do mundo, tem os melhores jogadores do mundo. Tem um excelente técnico. Vim com objetivos ao Flamengo, esse é o meu grande foco, não há mais foco nenhum”, disse JJ após vitória por 3 a 1 sobre o Atlético-MG.

Em meio a críticas antes pensadas como impensáveis, hoje tanto Carille quanto Tite começam a ser mais questionados justamente pelo desempenho.

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