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Chile dá lição ao brasileiro que viu abertura da Copa América no estádio

BeSoccer por BeSoccer @besoccer_com - 0 705

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Em menor número, visitantes chilenos fizeram muito mais barulho que os donos da casa, que na última sexta abriram a Copa América em silêncio.

O ingresso tinha no mínimo R$ 70 de diferença, o estádio tinha 20 mil pessoas a menos e, o mais importante, o Morumbi fica em São Paulo, não em Santiago. Diferenças de cenário à parte, quem foi ao estádio na abertura da Copa América, entre Brasil e Bolívia, e repetiu a dose nesta segunda com Chile e Japão, dificilmente não notou uma mudança de clima. 

O estádio cheio e silencioso da última sexta deu lugar a um palco bem mais vazio, mas muito mais parecido com um jogo de futebol. Antes e durante os 90 minutos, chilenos que ocuparam parcialmente a arquibancada superior do Morumbi gritaram em quase todo o jogo. “Chi-Chi-Chi, Le-Le-Le” e “Soy chileno y el sentimiento no puede parar”, por exemplo, foram repetidas à exaustão. 

O barulho, claro, esteve longe de ser ensurdecedor. Com capacidade para 60 mil pessoas e pista de atletismo que afasta a arquibancada do campo, é difícil pensar que um estádio com menos da metade desse número seria capaz de recriar uma atmosfera de pressão. Para quem está acostumado ao Campeonato Brasileiro, foi como um duelo entre São Paulo x Avaí no começo do primeiro turno, com frio e pouco público. 

Ainda assim, é muito mais do que foi possível ver na última sexta. Em um jogo que teve a renda turbinada pelos camarotes a ponto de ser a maior da história do futebol nacional, Brasil x Bolívia impressionou pelo silêncio. Ao longo de quase todo o primeiro tempo, quando a seleção em campo não empolgou, a arquibancada não reagiu nem a sucessos recentes de Copa do Mundo, fez a “ola” já aos 20 minutos de jogo e parecia mais preocupada com o que iria fazer após o apito final – pelo menos um torcedor antecipou a programação e dormiu ali mesmo.

O público que compareceu à abertura da Copa América pagou, por ingressos convencionais, de R$ 190 a R$ 590 em valores cheios. Valor superior, embora não tanto, aos R$ 120 a R$ 350 que desembolsaram os chilenos para chegar a mais de 23 mil pagantes. 

A desproporção no clima, no fim, foi bem maior que no aspecto financeiro. Duas horas antes do jogo as camisas vermelhas eram poucas, mas barulhentas nos arredores do estádio. Rodinhas em torno de repórteres de TV que entravam ao vivo, festa com os policiais e as músicas de sempre cada vez que mais de cinco se juntavam. 

Não se tratava, aparentemente, de nada organizado. A torcida chilena não levou nenhum tipo de bateria, às vezes penava para fazer a música escolhida pegar e parecia adequadamente bagunçada em suas bandeiras e cantorias. O impressionante era fazerem isso tão longe de casa. “Somos locales outra vez”, gritaram antes de a bola rolar, como num aviso. 

Teve hino à capela, vibração a cada jogada, protesto contra o juiz e mais e mais “Chi-Chi-Chi, Le-Le-Le”. Termômetro do desinteresse do público, a “ola” só foi aparecer aos 30 min do segundo tempo, quando o Chile já ganhava de 2 a 0 e parecia claro que o Japão não teria forças para complicar a partida. 

Os dois gols derradeiros ainda inaugurariam uma outra categoria de torcedor no Morumbi que recebe a Copa América: o que pula. Quando Vargas fez 4 a 0, era possível ver grupos de pessoas aos saltos na arquibancada, coisa raríssima em Brasil x Bolívia. 

O resultado final é uma lição ao público que foi ao estádio torcer pela seleção verde-amarela. Ainda que o ingresso caro afaste o torcedor tradicional, a falta de envolvimento e empolgação na arquibancada podem ter outras razões além da financeira. 

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