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Com Gabigol, Flamengo invoca lembrança de Romário

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Pin Gabigol no Flamengo lembra Romário, mas há diferenças. Goal
Gabigol no Flamengo lembra Romário, mas há diferenças. Goal

Com Gabigol, Flamengo invoca lembrança de Romário

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Posturas diferentes em relação ao futebol europeu, diferença nos valores da época e muito mais marcam as contratações emblemáticas do Rubro-Negro.

Gabriel Barbosa é jogador do Flamengo. Não mais por empréstimo, uma vez que o Rubro-Negro o contratou em definitivo por cerca de 17 milhões de euros. Desta forma, o homem gol que já entrou na história do clube graças ao desempenho decisivo nas conquistas de Brasileirão e Libertadores em 2019 se coloca no topo como maior compra de todos os tempos no futebol do nosso país.

Não é, contudo, a maior contratação. Há 25 anos, o mesmo Flamengo recebia um Romário que, poucos meses antes, havia sido o craque do título mundial conquistado pelo Brasil e também seria eleito o melhor do planeta. O Baixinho deixava o Barcelona “para ser feliz”, trocando um legado no futebol europeu, que já começava a se distanciar em nível na comparação aos demais continentes, para ser um herói no time mais popular de seu país e de seu estado.

Romário não conquistou os títulos que muitos esperavam com a camisa Rubro-Negra, mas protagonizou momentos marcantes e teve papel importantíssimo na formação de novos torcedores do clube da Gávea.

De um lado a maior contratação, do outro a mais cara. Conceitos que podem soar parecidos, mas que na verdade são bem diferentes. Assim como as contratações de Romário e de Gabriel Barbosa.

Vinte e cinco anos depois, é curioso notar o quanto o custo das transações cresceu. Protagonista de um Barcelona forte e eleito melhor do mundo quando chegou ao Flamengo, Romário custou 4,5 milhões de dólares (moeda principal usada em transações mundiais do futebol na época) ao Rubro-Negro. Na cotação atual da moeda estadunidense, o valor desembolsado por Gabigol seria de 18,72 milhões. Mais que o quádruplo.

Romário conquistou títulos importantes em 240 jogos: foram dois cariocas (1996 e 1999) e a Copa Mercosul de 1999. Mas a expectativa era maior, afinal de contas estávamos falando do gênio da área. O Baixinho foi mais marcante individualmente no Flamengo do que em conjunto.

Gabigol, por outro lado, em sua primeira temporada vestido de preto e vermelho, emprestado pela Inter de Milão, quebrou recordes, ultrapassou até mesmo Zico como maior goleador flamenguista em uma campanha de Brasileirão e conquistou estadual, o próprio Campeonato Brasileiro, além de ter sido o herói do épico (e tão esperado) título da Libertadores.

Romário chegou com muito mais expectativa do que Gabigol e não conquistou, pelo Flamengo, títulos tão marcantes quando Gabriel – de quem muito se esperava, mas cujo desempenho em altíssimo nível, fora da curva até para o seu próprio histórico anterior, surpreendeu.

Mas talvez a grande diferença entre a maior contratação do Flamengo para a mais cara seja no que o próprio atleta em questão esperava.

Romário, em seu auge, recusou a Europa para retornar ao Brasil. Escolheu, em suas palavras, “ser feliz” e o argumento por si só justifica tudo. Ciente do pensamento de que desperdiçou a chance de ser mundialmente ainda mais celebrado, o Baixinho, bem ao seu estilo polêmico, dá um dedo do meio para tal argumento. Mas é um ponto que existe, quer o eterno craque goste ou não.

Com Gabigol foi exatamente o inverso. Após insucessos tanto pela Inter de Milão quanto pelo Benfica, o atacante de 23 anos mantinha o sonho de brilhar em uma das principais equipes do futebol europeu. Disputar a Champions League, enfrentar os melhores atletas do mundo... uma postura normal nos dias de hoje.

Mas apesar de vários clubes importantes (como Chelsea, Tottenham, Manchester United, Atlético de Madrid e até Barcelona) estarem buscando um goleador, e de a Inter não contar com seus serviços, Gabriel teve apenas uma investida do West Ham, clube inglês de tradição mas que não consegue dar o salto para além do meio da tabela na Premier League.

Entre a opção de roer um osso na Europa ou de se deliciar com o filé mignon que é este Flamengo, dominante no Brasil e ainda em ascensão econômica, a escolha de Gabigol foi a de seguir sendo feliz no Rio de Janeiro. Apesar dos caminhos diferentes, talvez seja esta a principal semelhança entre a contratação mais cara e a maior.

Seja com Romário ou com Gabigol, em meio às muitas diferenças e poucas similaridades, a certeza é de que no final das contas quem ganha com isso tudo é o Flamengo.

 

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