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Craques explicam por quê brasileiro gosta tanto de gol de falta

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Por quê brasileiro gosta tanto de gol de falta? Goal

Craques explicam por quê brasileiro gosta tanto de gol de falta

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Desde a Folha Seca de Didi, passando por Zico, Juninho, Ronaldinho e tantos outros... grandes momentos do nosso futebol tiveram golaços de falta.

A vitória por 3 a 0 da seleção brasileira sobre a Coreia do Sul, nesta terça-feira (19), não ficou marcada apenas pela boa atuação especialmente de Renan Lodi ou pelo resultado que acabou esfriando um pouco a pressão sobre Tite: o triunfo no último amistoso de 2019 também representou o fim da longa espera para ver um gol de falta.

Aos 36 minutos do primeiro tempo, Philippe Coutinho converteu a cobrança de tiro livre para fazer o segundo gol do Brasil e após 1901 dias um tento de falta foi comemorado na seleção brasileira. O último havia sido em setembro de 2014, de Neymar contra a Colômbia. A espera não passou desapercebida, tendo no locutor Galvão Bueno uma das principais vozes que faziam cobranças pela falta dos gols de falta.

Momento mais especial em um jogo de futebol, o gol é sempre comemorado quando é a favor. Mas é evidente que o brasileiro possui uma relação toda especial quando a rede é balançada através de um tiro livre. Afinal de contas, é uma história construída ao longo de décadas por diversos craques que marcaram épocas emblemáticas e moldaram uma memória afetiva toda especial.

Folha Seca abre caminho para a primeira estrela

No caminho até a seleção brasileira conquistar o seu primeiro título mundial, a classificação para o torneio que seria disputado na Suécia em 1958 foi carimbada através de um belo gol de falta anotado por Didi.

O Brasil encontrava dificuldades para superar a retranca dos peruanos no último jogo, até que, através de sua batida característica na bola, o meio-campista fez o belíssimo gol da vitória. Talvez o primeiro grande tento de tiro livre marcado pela seleção dentro do Maracanã e que levaria aquele esquadrão imortal à sua primeira conquista.

O Canhão da Vila salva o Santos sem Pelé

Em 1963, o futebol brasileiro já era bicampeão mundial. E naquele ano o Santos se tornaria o primeiro clube brasileiro a celebrar o mesmo feito. Detentor do título de 1962, no ano seguinte o campeão das Américas enfrentou o poderoso Milan em uma sequência de jogos emocionantes.

Pelé havia se machucado na derrota por 4 a 2 sofrida na Itália e não pôde atuar nos duelos travados no Maracanã. O Santos seria campeão graças a um pênalti convertido por Dalmo no terceiro jogo, mas o Peixe só chegou até a partida-desempate porque Pepe salvou o Alvinegro Praiano de uma derrota em um duelo épico.

O Milan abriu 2 a 0 em um Maracanã chuvoso, mas Pepe diminuiu em cobrança de falta: o chute forte venceu a barreira e o goleiro italiano. O “Canhão da Vila” também faria, de falta, o quatro gol, dando sobrevida ao Santos em um dos jogos mais épicos da história do Maracanã.

No caminho até a conquista do Tri pela seleção brasileira, as cobranças de falta feitas por Gerson, o “Canhotinha de Ouro” e Rivellino, que pela força de seu chute ganhou o apelido de “Patada Atômica”, também marcaram gerações entre os anos 60 e 70.

Zico se torna imortal pelo Flamengo

Já os anos 80 teriam em Zico o símbolo do cobrador perfeito das faltas. Nos jogos do Flamengo a torcida até já comemorava antecipadamente o gol quando uma falta era marcada. Foi inclusive através de um tiro livre que o Galinho de Quintino garantiu o título da Libertadores em 1981 na final sobre o Cobreloa.

Neto e Marcelinho fazem a alegria da Fiel

Neto foi o grande craque do Corinthians na caminhada de seu primeiro título brasileiro, conquistado em 1990. O “Xodó da Fiel” era outro que tinha nas cobranças de falta um grande ponto alto.

Anos depois, Marcelinho Carioca enfileirou títulos pelo Alvinegro e também se colocou como um dos maiores cobradores de falta da história do nosso futebol – o que também vale uma menção ao próprio Zico, com quem o “Pé de Anjo” treinava algumas batidas na época em que ainda estava na base do Flamengo.

Roberto Carlos e o gol impossível

Entre a passagem do Século XX para o XI as cobranças de falta de Roberto Carlos também ficaram imortalizadas. Um dos grandes laterais de todos os tempos, Roberto arriscava os chutes de mais longe por causa da força com que acertava a bola. Em 1997, contra a França, fez um golaço relembrado constantemente pela assombrosa curva que conseguiu fazer na bola.

Juninho Pernambucano, recordista e inspiração

Considerado o maior artilheiro em gols de faltas de todos os tempos (77), Juninho Pernambucano fez um dos gols mais antológicos da história da Libertadores – na semifinal de 1998 vencida pelo Vasco contra o River Plate. No Lyon também empilhou tentos desde o tiro livre e inclusive foi a grande inspiração para o italiano Andrea Pirlo (outra referência no fundamento) aperfeiçoar a sua forma de bater na bola.

Ronaldinho e o "improviso mágico"

No auge de sua forma, quando era considerado um dos grandes craques do futebol mundial, Ronaldinho Gaúcho também encantou com gols de bola parada. Se em 1994 uma bomba de Branco foi página de destaque no caminho rumo ao Tetra da seleção, em 2002 um cruzamento de Ronaldinho que acabou virando gol de falta sobre a Inglaterra, nas quartas de final, marcou o título do Penta.

Por Barcelona e Flamengo, R10 também marcou duas vezes de forma impressionante: tocando rasteirinho, por debaixo da barreira no exato segundo em que ela pulava. Plasticidade pura!

Rogério Ceni, o goleiro artilheiro

E um time que já teve craques como Leônidas da Silva, Pablo Forlán, Gerson, Raí, Toninho Cerezo e tantos outros, mas cujo maior craque é um goleiro? Tudo bem que Rogério Ceni protagonizou defesas espetaculares pelo São Paulo (o Liverpool que o diga!), mas o maior goleiro-artilheiro de todos os tempos também era um primor nas cobranças de falta: foram 61 gols da bola parada – nove a menos em relação a Pelé, outro que dominava os gols de falta.

Não faltam explicações, memórias ou craques que justifiquem a relação do brasileiro com o gol de falta.

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