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O fracasso dos últimos presidentes do São Paulo

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O fracasso dos últimos presidentes do São Paulo

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Time paulista já soma sete anos sem levantar nenhum caneco e presidentes têm feito o clube patinar.

Essa semana começou agitada para os são-paulinos. Na terça-feira (03), 'Globo Esporte' noticiou que um grupo de conselheiros do clube entregou um documento pedindo o impeachment do presidente Leco.

De fato, a vitória do São Paulo por 2 a 1 sobre o Internacional e a consequente classificação da equipe para a fase de grupos da Copa Libertadores deu uma amenizada nos ânimos, ainda assim, a situação não é das mais tranquilas no ambiente político do Tricolor.

O São Paulo está há sete anos sem nenhum título (o último foi a Copa Sul-Americana de 2012) e os presidentes vem sendo expostos pela torcida como principais culpados.

Desde o fim da fase vitoriosa de Juvenal Juvêncio, passando por Carlos Miguel Aidar e até chegar em Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, o clube do Morumbi parece patinar e tropeçar em seus próprios erros e má gestão de seus mandatários.

Juvenal Juvêncio teve duas passagens pelo clube. A primeira, no final dos anos 1980, contou apenas com um título do campeonato Paulista. Já a segunda foi marcante para a torcida. No poder de 2006 a 2014, JJ estava no comando da equipe na conquista dos três Campeonatos Brasileiros consecutivos em 2006, 2007 e 2008. Além do último título do clube, a Sul-Americana de 2012.

O cartola é considerado o mandatário mais vitorioso da história do clube da zona oeste de São Paulo. Entretanto, sua gestão não foi apenas de vitórias. Sob seu comando, a dívida do clube passou de R$ 27 milhões (em 2003, antes de assumir) para R$ 251 milhões (em 2013, em seu último ano). Ele passou uma verdadeira bomba para o seu sucessor.

Em 2014, o folclórico presidente deixa o clube e quem assume é Carlos Miguel Aidar. Ele também já tinha sido presidente do Tricolor entre 1984 e 1988. Nesse período, a equipe conquistou o Campeonato Brasileiro de 1986. Porém, a segunda passagem do advogado foi catastrófica e foi marcada por denúncias de corrupção, briga física com o vice-presidente e nenhum título.

Aidar é considerado o pior presidente da história do São Paulo por muitos torcedores e jornalistas. Após muitos escândalos, má montagens de times e declarações polêmicas, o mandatário renunciou ao cargo em 2015, após denúncias de desvio de dinheiro do clube, que partiram do vice-presidente, Ataíde Gil Guerreiro.

À época, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco assumiu interinamente com a promessa de apaziguar o clube. Em 2016 foi eleito por votação dos conselheiros e continua até hoje. Acontece que a situação do clube pouco mudou. Houve altos investimentos que não renderam, além da briga com o ídolo e então novo técnico Rogério Ceni.

O embate entre os dois foi por um dos motivos que mais marcou a passagem de Leco pelo São Paulo: a venda de jogadores importantes e promissores do elenco, muitas vezes esfacelando os times titulares.

Agora, em 2019, a gestão de Leco parece cada vez mais na corda bamba, já que conselheiros formalizaram um pedido de impeachment. Além disso, o Twitter tem sido o palco de manifestações dos torcedores com a hashtag #Somos18MilhõesForaLeco.

As contratações de treinadores e as sumárias demissões que ocorrem tão rapidamente também jogam contra a imagem de Leco. Após a polêmica contratação de Fernando Diniz, que desagradou boa parte da torcida são-paulina, o que irritou os torcedores agora foi a mudança de postura e o fato de bancar Diniz e Raí em 2020, de acordo com o Globo Esporte.

A verdade é que, por mais que muitos tricolores idolatrem Juvenal Juvêncio, foi na gestão dele que a barca começou a afundar. Até hoje há enorme dificuldade de se recuperar o espírito vencedor do clube que rendeu o controverso apelido autoproclamado de "Soberano".

Soberania é uma palavra que passa longe do Morumbi há vários anos e com as costumeiras trapalhadas e patinadas da diretoria. O ano que vem marca mais uma eleição para presidência do clube e fica a expectativa dos torcedores para uma renovação de fato, que altere os rumos dos mandos e desmandos da ultrapassada diretoria tricolor.

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