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Ídolo na Suécia, atacante brasileiro cita confiança nórdica e sonha com reedição da final de 1958

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Brasileiro sonha com reedição da final de 58. Goal

Ídolo na Suécia, atacante brasileiro cita confiança nórdica e sonha com reedição da final de 1958

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Craque do BK Häcken, Paulinho falou sobre o fanatismo dos escandinavos pelo futebol e o desejo de defender a seleção europeia.

Centenas de jogadores deixam o Brasil todo o ano em busca do sonho de atuar no exterior. Os destinos preferidos são os países que contam com as principais ligas da Europa, como Inglaterra, Espanha, França, Itália...  No entanto, vários outros locais que saem dessas rotas mais badaladas também atraem os brasileiros. É o caso, por exemplo, do atacante Paulinho, que ganhou destaque na Suécia, onde se tornou ídolo do BK Häcken, clube da cidade de Gotemburgo.

Natural de São José dos Campos, cidade do interior de São Paulo, Paulinho atuou profissionalmente no Brasil em clubes de menor expressão de São Paulo, passou pelo Paraná e depois foi parar no Democrata-MG. Foi num jogo pelo clube mineiro que chamou a atenção dos suecos e foi parar no BK Häcken.

“Estava no Democrata de Sete Lagoas-MG. Fomos jogar contra o Tupi e eles tinham vindo ver um jogador deles, mas nesse jogo fui muito bem e resolveram me contratar”, contou em entrevista exclusiva à Goal Brasil .

Em sua primeira passagem pelo BK Häcken, Paulinho já ganhou destaque e se tornou ídolo. Tanto que mesmo depois de atuar por um ano no Örebro, também da Suécia, após ter visto de última hora melar sua negociação com um clube da Polônia, o atacante retornou ao clube depois nova passagem pelo futebol brasileiro e pelos Emirados Árabes Unidos e foi o principal jogador na maior conquista da história da equipe escandinava, a Copa da Suécia de 2016.

“Na minha primeira passagem, em 2008, já tinha sido eleito o melhor jogador daqui da Suécia. Voltei em 2015 e, no ano seguinte, conseguimos esse título inédito para o BK Häcken vencendo a forte equipe do Malmö. Fui eleito ainda o melhor jogador e artilheiro da competição. Já sou um dos maiores artilheiros da história do clube e o maior ídolo. Hoje a equipe já é muito respeitada na Suécia, então tudo isso é marcante”, ressaltou.

Enquanto se prepara para a volta do Campeonato Sueco e para a estreia da sua equipe na Liga Europa, Paulinho tem acompanhado a Copa do Mundo e a reação dos suecos, que viram sua seleção se classificar para as oitavas de final em primeiro lugar da chave.

“Nos jogos da seleção da Suécia, colocaram três telões na cidade. Estava lotado. É assim no país todo, porque eles são apaixonados por futebol . Nosso clube mesmo é o mais novo dos quatro grandes de Gotemburgo e sempre estão enchendo o estádio. São torcedores mais velhos e não de organizada como em Estocolmo, onde a pressão já é maior, mas são fanáticos do mesmo jeito”, afirmou.

O atacante brasileiro ainda disse que os nórdicos estão confiantes de que poderão chegar mais longe e falou sobre o sonho de uma reedição da final da Copa do Mundo de 1958, quando os escandinavos enfrentaram o Brasil como anfitriões.

“A seleção sueca joga como a maioria dos clubes daqui mesmo não tendo nenhum jogador que esteja atuando no país. É um futebol muito tático, de muita força e que prioriza o coletivo. A defesa também é muito difícil de ser vencida. Acho que eles podem chegar mais adiante pelo estilo de jogo e o comportamento perfeito”, declarou.

“Torço muito por eles e eles também pelo Brasil. Fizemos um bolão aqui e todos colocaram o Brasil como campeão... A Seleção Brasileira é uma das favoritas ao título e a Suécia fez uma ótima fase de grupos. Estão pegando confiança e os torcedores estão confiantes. Seria um sonho essa final, algo incrível para os brasileiros que vivem aqui e para os suecos, que gostam tanto da gente. Mas está difícil dar palpites nessa Copa com tantas surpresas. Espero que Brasil e Suécia sigam em frente até o fim”, completou.

Paulinho, inclusive, já viu seu nome ser cogitado algumas vezes para ser convocado para defender a Suécia, mas a falta de cidadania acabou impedindo a realização de mais um desejo. Apesar disso, ele não descarta ainda jogar pelo país nórdico.

“Muitos torcedores dizem que eu poderia estar jogando a Copa, que cairia bem ali pelo meu estilo de jogo... Até recebi contatos, mas infelizmente não tenho a cidadania. Fiquei chateado, porque seria um sonho. Todo jogo da Suécia eu me imagino ali. No fim do ano acho que conseguirei minha cidadania. Se não tiver muito velho e seguir jogando bem, quem sabe não tenha essa chance”, explicou.

Nas oitavas de final, a Suécia enfrentará a Suíça, nesta terça-feira (3), às 11h (de Brasília), em São Petersburgo. Quem avançar irá encarar nas quartas o vencedor do confronto entre Inglaterra e Colômbia.

Confira o restante do bate-papo

Goal Brasil – Como foi sua adaptação aí na Suécia? Quais as principais dificuldades?

Dei um pouco de sorte de ter chego ao país no meio do ano, então não peguei aquele inverno rigoroso daqui logo de cara. A comida também é muito boa. O nosso feijão é a batata para eles... Acho que o idioma foi a maior dificuldade, porque não falava inglês e muito menos sueco. Trouxe minha irmã mais velha comigo e ela me ajudou muito, além do próprio clube que foi fora de série. No frio, passamos um pouco de dificuldades, mas quando a gente tem um sonho nada vai impedir. A vida aqui é muito boa e tem muitos lugares bonitos para passear

Goal Brasil –  Ao longo de todos esses anos, mas, principalmente no início, creio que você passou por alguma história engraçada. Tem alguma que te marcou?

A história mais engraçado foi com um brasileiro que tinha acabado de chegar no clube. Ele ligou para o nosso preparador de goleiros, que é como um pai pra gente, porque ele estava no hotel com a família e não sabia falar nada de inglês. Ele queria pedir comida, nosso amigo sueco tentou explicar pra ele, mas não estava dando certo. Então ele teve que fazer mímica. Imitou galinha, vaca, boi dentro do restaurante e todo mundo começou a dar risada.

Também teve uma vez que eu fui pedir uma fita esparadrapo para passar no meião, mas fita aqui é vagina. Na hora que falei alto, todo mundo parou olhando bravo outros dando risada e eu sem entender nada. Um amigo veio me explicar o que era e fiquei todo envergonhado.

Goal Brasil – Na Suécia existe uma paixão muito grande também pelo futebol feminino, certo?

Eles gostam muito do futebol feminino. Quando cheguei em 2007, elas recebiam até mais que o masculino só para ter uma ideia do apoio e incentivo. A Marta jogou muito tempo aqui e gostam muito dela também.

Goal Brasil – Um dos maiores jogadores da história da Suécia acabou não indo pra Copa que é o Ibrahimovic. Muito se falou dele desistir da aposentadoria da seleção pra jogar. Você acha que foi bom ele não ter ido?

O Ibrahimovic só vocês estando aqui pra ver a dimensão que ele tem. Ele significa muito para todos na Suécia, então queriam ele na Copa. Creio que a experiência poderia estar ajudando, mas a seleção joga muito bem taticamente sem ele. Todos marcam, correm e foi isso que o treinador deixou bem claro. No fim, está dando certo.

Goal Brasil – Quais são seus planos para o futuro?

Gosto muito daqui. Tudo que tenho é por causa do BK Häcken. Tenho contrato até novembro de 2019, mas querem que eu renove, siga aqui até encerrar a carreira e depois assuma alguma função no clube. Tenho o sonho de jogar um Brasileirão caso a idade ainda permita, mas não sei o que será do futuro. Agora, penso em jogar até quando der porque o futebol é a minha vida e em ajudar meu time a conquistar títulos.

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