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Os candidatos a revelação do Brasileirão 2019

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Os candidatos a revelação do Brasileirão 2019. Goal

Os candidatos a revelação do Brasileirão 2019

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O Brasileirão 2019 vai chegando ao fim; confira os maiores candidatos a revelação do campeonato.

O Campeonato Brasileiro de 2019 está a uma rodada de terminar: o Flamengo já se sacramentou campeão com antecedência, os clubes que estão classificados a Copa Libertadores de 2020 já estão confirmados e apenas uma vaga "sobrou" na briga contra o rebaixamento, entre Ceará e Cruzeiro.

Assim, começam a pipocar os prêmios individuais: o craque do campeonato, o gol mais bonito, a seleção dos 11 melhores em cada posição. Entre eles, existe a honraria de revelação do Brasileirão, ou seja, aquele jogador jovem que se destacou pela primeira vez na primeira prateleira do futebol brasileiro neste ano.

A 'Goal' listou cinco desses nomes que marcaram o ano de 2019: João Pedro, Antony, Matheus Henrique, Talles Magno e Michael, contando suas trajetórias no ano, bem como uma visão do que esses atletas podem representar no ano de 2020.

Antes de começarmos a falar sobre cada um desses jogadores, listamos algumas menções honrosas, de atletas que demonstraram seu futebol neste ano, mas que por alguma razão ou outra não estão entre os cinco escolhidos. Confira:

Menções honrosas

Com a camisa do Flamengo, Reinier marcou seis gols pelo Brasileirão, em apenas 14 partidas. O jovem de 17 anos mostrou seu futebol e foi muito importante para a conquista do título brasileiro, desempenhando um papel fundamental dentro do elenco. Contra o garoto, conta o fato de que ele jogou poucos jogos e só chegou a estrear como titular na competição em setembro, perto do final do primeiro turno.

Igor Gomes, Igor Vinícius Luan foram alguns meninos do São Paulo que mostraram bom futebol no ano. No entanto, cada um deles chegou a perder espaço na temporada: Igor Gomes não tinha oportunidades com Cuca, depois de bom Paulistão, Igor Vinícius perdeu o status de titular depois das chegadas de Daniel Alves e Juanfrán, no segundo turno, e Luan foi preterido por Tchê Tchê, Hudson e Jucilei em alguns momentos no ano.

Pepê, do Grêmio, teve um protagonismo maior no fim do ano, mas já tinha sido importante na campanha de 2019. Ederson foi um dos poucos pontos positivos do campeonato do Cruzeiro, mas vem perdendo espaço na reta final. Janderson, do Corinthians, não teve minutos o suficiente para se credenciar a brigar sério pelo prêmio, e seu reconhecimento pode ser maior já em 2020, com Tiago Nunes. Mesmo caso de Marquinhos, Bruninho e Cleiton, do Atlético-MG, que devem ser importantíssimos no Galo na temporada que vem.

Soteldo segue os critérios e possivelmente seria o vencedor, mas o venezuelano já chegou com status no Santos, recebendo até a camisa 10. Marcos Paulo, do Flu e Tadeu e Léo Sena, do Goiás, provavelmente estariam entre os cinco, mas foram ofuscados por companheiros de time. Artur, do Bahia (emprestado pelo Palmeiras), junto com Gilberto, foi o maior destaque do Tricolor de Aço no ano.

João Pedro (Fluminense): ascensão meteórica, showmance e triste adeus

Na estreia do Fluminense no Brasileirão, em uma derrota em casa para o Goiás, o então treinador Fernando Diniz alçou um garoto da base, já vendido ao Watford, para ter seu primeiro minuto no campeonato nacional (ele entrou aos 90). Quatro rodadas depois, contra o Cruzeiro, se destacou pela primeira vez: entrou faltando 20 minutos e marcou dois gols na goleada por 4 a 1.

Logo, após gols decisivos na Copa Sul-Americana (um hat-trick contra o Atlético Nacional) e na Copa do Brasil (aos 51 do segundo tempo, marcou de bicicleta o gol que levou o confronto Cruzeiro e Fluminense aos pênaltis), ganhou status de estrela. Virou titular absoluto no Brasileirão, ajudou o Flu a se recuperar (um pouco) no campeonato e até embarcou num romance com a atriz global Mel Maia.

No entanto, o rendimento de João Pedro começou a cair: o atacante do Fluminense começou a ser cobrado pela torcida, que via a zona de rebaixamento se aproximar cada vez mais. Depois da derrota em casa para o Athletico Paranaense, na 26ª rodada, foi barrado e não foi mais titular, vendo a recuperação do Flu do banco de reservas ou sem nem ser relacionado.

Assim, a trajetória da João Pedro é muito similar a de outros jovens talentosos. Um começo empolgante, seguida por uma queda de produção natural. No entanto, o atacante não terá a chance de se recuperar, pelo menos com a camisa do Fluminense: com o fim do campeonato, ele já está de malas prontas para a Inglaterra.

Talvez até outros jovens tenham jogado mais que João Pedro no Brasileirão: seus momentos mais marcantes aconteceram em outras competições e ele passou por altos e baixos. Porém, ninguém foi mais "revelação" que o jovem do Flu, para o bem e para o mal. Com 17 anos em boa parte do campeonato, João Pedro assumiu um papel de protagonismo em um dos maiores clubes do Brasil, foi notícia fora de campo e já se despede cedo para tentar brilhar na terra da rainha.

Antony (São Paulo): ele pode ter salvo o 2020 do São Paulo

O ponta de 19 anos teve um 2019 daqueles de almanaque, um ano que correspondeu a "mística" de tantas revelações do futebol brasileiro: Antony jogou só três jogos pelo Brasileirão 2018, com André Jardine, sem muito destaque. Foi eleito o craque da Copinha 2019, competição que já revelou tantos craques, e marcou um gol na final do Paulistão, contra o Corinthians, antes de ser certamente o principal jogador ofensivo do São Paulo no Campeonato Brasileiro.

Antony, no entanto, joga no São Paulo. O ponta foi um oásis dentre o deserto de ideias que são os corredores do Morumbi no momento: teve quatro treinadores no ano, inúmeros parceiros de ataque, modelos de jogo, lesões, períodos interrompidos por convocações para seleções de base e mesmo assim conseguiu se destacar.

Jogando junto com jogadores do quilate de Daniel Alves, Alexandre Pato, Hernanes, Pablo, entre outros, existiram momentos em que o São Paulo parecia exclusivamente dependente de Antony para conseguir ser criativo no ataque. Sobrecarregado, foi muito criticado pela torcida em certos períodos do ano, sim, mas se recuperou com Fernando Diniz e terminou o Brasileirão muito bem.

Na 37ª rodada, por exemplo, na "final" entre São Paulo e Internacional, foi o craque do jogo: fez um gol, deu uma bela assistência para Vitor Bueno e aplicou uma chapéu absurdo em Edenílson, ajudando o Tricolor a se classificar de forma direta para a Copa Libertadores 2020. Agora, pode estar perto de deixar o Morumbi.

Com propostas da Alemanha (Borussia Dortmund e RB Leipzig são os interessados), Antony não deve jogar no São Paulo em 2020. Desta maneira, a última impressão foi a melhor possível: decidiu o jogo que pode ter salvo a próxima temporada do Tricolor, além de ter atuado em todas as partidas em que esteve disponível no elenco.

Matheus Henrique (Grêmio): ano da consolidação no Grêmio e na seleção

Falar de Matheus Henrique talvez seja "trapacear". Afinal, já é o terceiro Brasileirão em que o meiocampista do Grêmio atua em pelo menos uma partida. No entanto, esta temporada foi aquela em que M. Henrique finalmente se consolidou: atuou em mais de metade dos jogos da equipe gaúcha no Brasileirão, virou titular e chegou até à seleção brasileira.

Com 21 anos, Matheus Henrique teve um ano menos instável do que os outros jogadores: virou titular indiscutível e só não jogou mais porque foi muito poupado por Renato Gaúcho para a disputa da Libertadores e da Copa do Brasil, além de ter perdido vários jogos nas seleções olímpica e principal.

Quando conseguiu jogar, foi o maestro do meio de campo do Grêmio, conduzindo o Imortal até o quarto lugar no Brasileirão, com uma consistência impressionante. Na verdade, Matheus Henrique até chegou a deixar o veterano Maicon no banco de reservas, em certo momento da temporada.

Prestes a fazer 22 anos, Matheus Henrique promete se "graduar" do prêmio de revelação: o jogador já é um dos melhores da posição no Brasil e só deve melhorar, brigando com outros jogadores da posição como Gerson e Bruno Guimarães por uma vaga na seleção brasileira.

Talles Magno (Vasco da Gama): só precisou de 15 jogos para brilhar

Talles Magno é o jogador mais novo da lista: o atacante do Vasco da Gama só completou 17 anos em junho desse ano, participando da campanha vitoriosa do Brasil no Mundial sub-17. Com a camisa do Cruzmaltino, o jovem foi de promessa até principal jogador da equipe em apenas 15 partidas no Brasileirão.

O atacante já estreou em um jogo dificílimo: no clássico dos "desesperados" contra o Botafogo, na sétima rodada do campeonato. Foi a principal válvula de escape na derrota do Vasco naquele jogo e cada vez mais foi cavando seu espaço no time titular, sendo lapidado por Vanderlei Luxemburgo. Marcou o primeiro gol algumas rodadas depois, contra o São Paulo, sendo o melhor em campo naquela partida.

Foi o principal catalisador da recuperação do Vasco da Gama no Campeonato Brasileiro, junto com outros bons nomes como Fredy Guarín, Rossi e a consistência defensiva de Leandro Castán. Quando Talles foi para a seleção, muitos já cravaram que ele não retornaria como jogador do Cruzmaltino, pelo nível que chegou em poucas partidas no Brasileirão. 

Machucado, não retornou mais em 2019. No entanto, deu mais alegrias à torcida do clube: valorizado, renovou seu contrato com o Vasco e irá retornar para 2020, sendo mais uma das boas notícias da equipe carioca neste final de ano. 

Mesmo atuando pouco no Brasileirão, Talles Magno chegou a um nível de protagonismo que o credencia a estar nesta lista de revelações.

Michael (Goiás): a menina dos olhos do futebol brasileiro

Michael já tem 23 anos. Ou seja: não é um garoto tão jovem, nem apareceu do nada. O atacante natural de Poxoreu, no Mato Grosso, já está no seu terceiro Brasileirão, e marcou sete gols na boa campanha do Goiás em 2018. Mas foi na sua primeira participação na primeira divisão que o velocista foi revelado para o futebol.

No campeonato, Michael já tem nove gols e cinco assistências, sendo o principal jogador do Goiás na competição. Sem os momentos decisivos do atacante, o Esmeraldino talvez estivesse numa situação muito mais complicada no Brasileirão.

E não é só nos gols que Michael se destaca. Chamado de "Robozinho Esmeraldino" pelo perfil de Goiás no Twitter, o atacante também brilha pelas lindas jogadas individuais. Ele é um dos melhores dribladores do campeonato, devido a seu passado no "Terrão", na várzea, onde chamou atenção dos olheiros da equipe goiana.

Assim, mesmo jogando no Goiás, uma equipe de fora dos holofotes da mídia, Michael se tornou um nome conhecido em todo o Brasil: destaque do campeonato, desejado por inúmeros clubes da primeira prateleira do futebol brasileiro.  

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