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Náutico e casamento do Divino levaram Palmeiras a título no Maracanã

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Pin Náutico e casamento do Divino levaram Palmeiras a título no Maracanã. EFE/Amanda Perobelli POOL
Náutico e casamento do Divino levaram Palmeiras a título no Maracanã. EFE/Amanda Perobelli POOL

Náutico e casamento do Divino levaram Palmeiras a título no Maracanã

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Última conquista palmeirense no estádio carioca foi num jogo desempate marcado pelo retorno de Ademir da Guia ao time titular.

O Palmeiras volta a decidir um título no Maracanã depois de mais de meio século, desta vez com maior tempo de preparação para o jogo e já sabendo o lugar da finalíssima com bastante antecedência. Em 1967, quando saiu campeão do icônico estádio carioca, o time teve uma vantagem desperdiçada em São Paulo e, num pequeno intervalo de tempo entre as partidas, ainda precisou administrar o casamento de um de seus melhores jogadores.

Ademir da Guia, aos 25 anos, era titular absoluto do time de Mário Travaglini. Campeão do Roberto Gomes Pedrosa em junho, o elenco palmeirense chegava com força para a disputa de outro torneio nacional, a Taça Brasil, um mata-mata entre os campeões estaduais marcado para o final da temporada.

Na decisão se encontraram o represente paulista e o atual hexacampeão pernambucano, o Náutico. No primeiro jogo, na Ilha do Retiro, em 20 de dezembro, o Palmeiras atropelou logo no início e venceu por 3 a 1, dando um passo importante para confirmar o título no Pacaembu.

Ficou decidido que o segundo jogo seria após o Natal, dia 27. Uma justificativa era que, em caso de terceira partida, o elenco nordestino teria de passar as festas longe de casa, já que não compensaria voltar ao Recife e descer novamente para o jogo desempate, previsto para o Rio de Janeiro. Melhor então deixar para depois. E aí começa o problema na agenda palmeirense.

Ademir tinha marcado o casamento civil para o domingo, véspera de Natal, em Santiago. Sua noiva, Ximena, era chilena, e ele voltaria com ela para a cerimônia religiosa no Brasil. A programação previa a chegada dele na concentração na manhã do jogo.

"O time deles era bom, mas, evidentemente, nós éramos os favoritos para o jogo aqui em São Paulo. Porém, o Ademir foi o Chile buscar sua noiva e o Mário não gostou e o tirou do time. Perdemos o jogo!", lembra o atacante César Maluco, em resposta à biografia Divino, escrita por Kleber Mazziero.

Com o craque no banco, o Náutico abriu o placar no início do jogo. Ademir entrou na reta final do primeiro tempo, e logo na sequência os pernambucanos ampliaram. O Palmeiras diminuiu no segundo tempo e pressionou muito atrás do empate que lhe daria o título, desperdiçando várias chances numa jornada bem abaixo de suas capacidades. Já no finalzinho, o recém-casado recebeu na área para fazer o gol do título, mas soltou o pé em cima do goleiro. Vitória visitante no Pacaembu e decisão para o jogo 3.

O jornal O Globo acordou dia 29 tratando da disputa daquela sexta-feira no Maracanã com a seguinte nota: "Casou Ademir - Ademir da Guia casou-se ontem, às 19 horas, na Matriz de Bangu, depois do casamento civil em Santiago. Ademir logo em seguida à cerimônia apresentou-se ao técnico Mário Travaglini na concentração e está cotado para a partida da noite de hoje".

Servílio, machucado, não viajou, e Ademir o substituiu como titular para ser decisivo. O Palmeiras jogou bem e venceu por 2 a 0 debaixo de chuva no verão carioca. César fez o primeiro e, logo ele, Ademir da Guia, marcou o gol do título aos 34 minutos da etapa final. Curiosamente, o segundo caderno da Folha de S. Paulo abriu como "Palmeiras é o campeão", mas não com uma foto do jogo, e sim com Ademir de terno e gravata acompanhado por Ximena no altar em Bangu.

Aquela foi a segunda grande conquista palmeirense no Maracanã, 16 anos depois do título da Copa Rio, contra a Juventus, da Itália. Naquela ocasião, o clube tentou, com apoio da Federação Paulista, mandar ao menos um dos jogos em São Paulo, mas não obteve sucesso. Os europeus bateram o pé para seguirem no Rio e as duas partidas aconteceram em solo carioca – uma vitória e um empate deram a taça aos brasileiros.

Agora, em jogo único e sede definida ainda antes da competição, o Palmeiras joga pelo troféu da Libertadores da América de 2020 no próximo dia 30 de janeiro, contra Santos ou Boca Juniors.

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