noscript image

O 'Clásico' dos inesperados

BeSoccer por BeSoccer @besoccer_com - 1 +15k

Vinicius não se intimidou em seu primero 'Clásico'. AFP

O 'Clásico' dos inesperados

BeSoccer por BeSoccer @besoccer_com - 1 +15k

Sem Messi, Barça e Real resolveram decidir o 'Clásico' no Bernabéu. O Real saiu na frente no começo do jogo com um gol de Lucas Vázquez e foi melhor durante grande parte do primeiro tempo e no final do jogo. No meio disso, o Barça controlou e teve claras ocasiões de gols.

É preciso se acostumar. Por mais semelhanças com o 'rally' de 'Clásicos' de 2011, estes jogos já não são mais os mesmos, marcados nos bancos com Guardiola e Mourinho e no campo por Messi e Cristiano Ronaldo. Poupando o argentino, o Barcelona tentou criar perigo para o Real Madrid com o que tinha de melhor, mas não deu. Nem os 'blancos', que viveram abraçados ao futebol descarado, mas impreciso de Vinicius e sonharam sempre com um segundo gol que não chegou.

Ao contrário do "Clásico" de LaLiga, o Barça lutou para assimilar a perda de Messi. Solari apresentou uma pressão que poderia ter sido suicida, mas correu bem. Busquets não esteve bem, muito nervoso e Vinicius encontrou tremendas facilidades desde os primeiros instantes pela banda direita azulgrana que foi uma autoestrada no primeiro tempo.

Após os fogos de artifício de Kroos - salvou Ter Stegen -, chegou a ação. Semedo adormeceu, Piqué não chegou a tempo e o cruzamento de Vinícius foi aceito por Jordi Alba. Benzema, em estado de graça, ganhou as costas do espanhol e deu um passe mortal que Lucas não desperdiçou se antecipando a Lenglet. Muitos erros de uma zaga que esteve mais confortável no ataque do que na defesa, exceto por um Piqué exuberante.

A rapidez do gol - chegou no sexto minuto - encheu o Barça de dúvidas. Messi não estava, como contra o Valência, para comandar a reação. Até o minuto 20 os de Valverde não tiveram a primeira chance. Chegou em uma ação em que Navas ganhou o mano a mano com Malcom, que muito embora já tivesse sido anulada injustamente por impedimento.

A ocasião de Malcom fez o brasileiro e o Barça crescerem, ele logo colocaria uma excelente bola na cabeça de Piqué que por milagre não foi 1-1. Aproveitando um Marcelo completamente debilitado na lateral, o azulgrana se tornou a válvula de escape da equipe e só era parado por faltas.

Em uma das muitas oportunidades, o ex-Bordeaux cruzou para Rakitic a cabeçada parou no travessão. A terceira e última das chances da primeira parte viria novamente pela banda Malcom. Invadiu a área sem marcação e passou para Luis Suárez, que tentou uma rosca quase impossível com o pé esquerdo. Keylor Navas saltou para salvar o gol com uma das mãos.

Paradón de Keylor Navas ante Luis Suárez

Após o intervalo o 1-1 chegou, justamente pelo lado que foi pouco explorado pelo Barcelona. Lenglet encontrou Jordi Alba, que ganhou as costas de Carvajal, e na dividida com Keylor Navas a bola acabou sobrando para Luis Suárez, que parou na trave. Malcom, onipresente em cada ataque azulgrana, aproveitaria o rebote para marcar em um gol vazio e empatar o 'Clásico'.

Valverde tentou tirar proveito da reação para colocar Messi e contar com a empolgação da torcida, mas o argentino não estava 100% e não pôde ser decisivo contra uma de suas vítimas favoritas. Sua presença assustou o Real no início, mas a verdade é que na última meia hora, o gol esteve mais perto do conjunto 'merengue' do que do Barça, principalmente em um par de ocasiões de Bale, que acabou mostrando que também não está bem .

Leo Messi fue suplente y no pudo ser decisivo

O Medo tomou conta dos dois no final e, em vista ao difícil mês que vem pela frente, decidiram adiar para a partida de volta a definição do finalista . Nada a ver com aquela tempestade de 'Clásicos' em que Barça e Real viveram como se fossem os últimos jogos de suas vidas. Claro que Valverde e Solari não são Guardiola e Mourinho. E, claro, Messi e Cristiano também não são Malcolm e Vinicius.

BeSoccer

BeSoccer

noticias 25K RANK 1
LEITURAS 84M RANK 1
Mais notícias do autor

Follow BeSoccer on Facebook