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O Fair Play financeiro acabou? O que a vitória do City indica para a Uefa

BeSoccer por BeSoccer @besoccer_com - 0 671

Pin Veja como está a situação do Fair Play financeiro. EFE/Robin Van Lonkhuisen
Veja como está a situação do Fair Play financeiro. EFE/Robin Van Lonkhuisen

O Fair Play financeiro acabou? O que a vitória do City indica para a Uefa

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Entidade europeia precisa reformular suas regras quanto a gastos depois da vitória do time inglês nos tribunais.

A vitória do Manchester City na Corte Arbitral do Esporte (CAS) representou uma derrota sísmica e humilhante para a Uefa. O órgão governamental europeu levou um ano para investigar o clube inglês, concluindo que o City havia cometido "violações graves" dos regulamentos do Fair Play Financeiro (FPF) entre 2012 e 2016.

Uma audiência de três dias do CAS, no entanto, rejeitou a punição de dois anos sem torneios europeus para o City. A credibilidade da investigação da Uefa, no entanto, foi mantida pelo fato de os citizens terem sido "fortemente condenado" por não ajudar na investigação e multado em 10 milhões de euros (mais de R$ 62 milhões) por isso.

O documento publicado pelo CAS de 93 páginas para mostrar como chegou ao seu veredicto mostra alguns motivos para se acreditar que o FPF não está completamente morto, embora precise urgentemente de alguma cirurgia.

John Shea, associado sênior do escritório de advocacia Lewis Silkin, disse à Goal que a Uefa agora pode querer analisar seus próprios processos.

"Enquanto o painel do CAS constatou que os supostos patrocínios inflacionados com o Etisalat [empresa de Abu-Dhabi acusada de ajudar o City a burlar o FPF] estavam com prazos estipulados sob os regulamentos do FPF da Uefa, as alegações da entidade de renda inflacionada por patrocínio da Etihad Airlines foram realmente consideradas pelo CAS como não limitadas."

"Essas supostas violações foram, portanto, consideradas pelo painel do CAS, que concluiu com base nas evidências de que a acusação não foi comprovada. O elemento de defesa do City com tempo limitado ainda desempenhou um papel importante no resultado da decisão e, portanto, espero que a Uefa feche essa brecha no futuro através de mudanças regulatórias", compeltou Shea.

A Uefa, por sua vez, continua defendendo o Fair Play Financeiro. "Nos últimos anos, o FPF teve um papel significativo na proteção de clubes e na ajuda a se tornarem financeiramente sustentáveis, e a Uefa e a Associação Europeia de Clubes continuam comprometidas com seus princípios", afirmou em comunicado.

Porém, desde que o FPF foi lançado em 2011-12, a Juventus venceu todos os campeonatos da Série A, o Bayern de Munique conquistou oito dos nove títulos da Bundesliga e o PSG, sete Ligue 1, enquanto as quartas de final da Liga dos Campeões costumam entre os mesmos clubes da elite europeia.

Em meio à pandemia da Covid-19, há a preocupação em relaxar um pouco as regras para que a disparidade entre os clubes não fique ainda mais evidente. "Estamos tentando encontrar maneiras de permitir que os clubes invistam mais, mas ao mesmo tempo garantindo que os clubes desfavorecidos não sejam abandonados e deixados sozinhos", disse Aleksander Ceferin, presidente da Uefa, à ESPN.

“Estamos discutindo medidas concretas, mas ainda é cedo para compartilhar. Precisamos abordar isso de forma diferente daqui para frente, mas isso não significa que a maneira como estávamos fazendo isso antes não estava certa", concluiu.

O veredicto do CAS não significa o fim do Fair Play Financeiro, mas pode ser início de uma grande revisão de seu objetivo, bem como dos processos da Uefa. Significa que deve-se manter com urgência o controle sobre o motivo de sua criação - a justiça.

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