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O que a Atalanta tem de especial e por que é bom o PSG ficar bem atento

BeSoccer por BeSoccer @besoccer_com - 1 1,265

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O melhor ataque da Itália encanta pelos gols, modelo de jogo e pela própria narrativa

A cidade de Bérgamo, na região italiana da Lombardia, recentemente ficou mundialmente conhecida por duas coisas: ter sido um dos lugares mais atingidos pela pandemia do novo coronavírus foi o motivo triste, mas ter o time de futebol mais cativante da Europa, e um dos que mais empolgam, é o lado bom da moeda. A Atalanta é sinônimo de gols e de show. E já deixa até mesmo o superpoderoso PSG, seu adversário nas quartas de final da Champions League, em alerta.

O duelo entre o bilionário com a obrigação de se provar, contra o franco atirador de orçamento modesto, que não tem nada a perder, é uma das linhas narrativas para o encontro único marcado para 12 de agosto. Mas a equipe de Bérgamo vai atraindo cada vez mais simpatia e torcida, seja em sua campanha na Serie A quanto em sua balada europeia, por razões ainda mais respeitáveis: o time de Gasperini enche os olhos com seu futebol, e representa uma ameaça real para o esquadrão de Neymar, Mbappé e companhia.

Máquina de gols

Bastaria dizer que a Atalanta já marcou 110 gols considerando todas as competições em 2019-20, mais do que clubes como Liverpool, Barcelona e Real Madrid; e menos apenas do que o PSG (cujos números podem ser inflados pelo desiquilíbrio técnico na França), Bayern (também com incrível superioridade em relação aos demais adversários na Alemanha) e Manchester City.

Desde o retorno do futebol após a paralização pela Covid-19, nenhum time italiano fez mais gols do que a equipe comandada por Gasperini: foram 23 em oito partidas, sendo a última delas um 6 a 1 sobre o Brescia nesta terça-feira (14). O time que muitos imaginavam que teria o seu ritmo interrompido por todo o trauma pelo qual passou a cidade de Bérgamo transformou goleadas em rotina, sendo ainda mais um motivo de orgulho e felicidade para os bergamascos.

Como joga a Atalanta?

Evidente que este protagonismo, ainda mais para um time que passou a maior parte da própria existência sendo um apagado coadjuvante na Itália, não é por acaso. Gian Piero Gasperini, técnico de 62 anos com histórico semelhante ao do clube onde está há quatro temporadas, conseguiu juntar jogadores desacreditados e convencê-los de que, com trabalho de equipe coeso, eles podem brilhar individualmente e pelo time.

Hoje, a Atalanta - que ao longo destas quatro temporadas já escreveu o auge de sua história no futebol, ainda que sem troféus – é provavelmente o time taticamente mais complexo do futebol italiano. As variações no sistema 3-4-3 são os contornos de um desenho que, em campo, toma para si liberdades que, ainda que programadas, surpreendem mesmo aqueles que há tempos se debruçam sobre o seu jogo de passes curtos e triangulações.

Ataque completo

O cardápio de variações nas formas de se estufar as redes também é invejável. O melhor ataque do Campeonato Italiano (93 gols) é construído na maioria das vezes com a bola em movimento (61 tentos assim), mas também com poderio na bola parada (18). Independentemente do estado em que estiver a esfera no campo, nenhuma outra equipe bate a Atalanta nestes dois quesitos.

A construção das jogadas é focada especialmente pelos lados do gramado, com a chamada amplitude trabalhando para abrir espaços nas defesas adversárias. Um dado que ajuda a explicar o sucesso do time de Gasperini nesta fórmula de atuar é o ala-esquerdo Robin Gosens, que já participou diretamente de 18 gols (marcou 10 e deu passes para 8). Nenhum outro defensor, nem mesmo o badalado Alexander Arnold, do Liverpool, supera este número (tem 17 em sua conta) na atual campanha.

Papu Gómez, o maestro

Mas se tivermos que recorrer ao quase absurdo de escolher um único protagonista neste time, é difícil não citar o argentino Alejandro “Papu” Gómez. Se a Atalanta usa geralmente os lados para construir a maior parte de suas jogadas, a criação na faixa central é responsabilidade do maior garçom de uma edição de Serie A desde que a Opta passou a colher tais estatísticas. Na atual temporada, o camisa 10 já deu passes para 16 gols – além de ter marcado outros 6.

Ao falar sobre sua forma de jogar, em entrevista concedida ao El País, o meia de 32 anos disse que usa os árbitros como ponto de referência para se colocar em campo. Motivo? Geralmente é o lugar que representa um espaço vazio no tabuleiro verde. Explica em parte como a Atalanta busca estar sempre em posições favoráveis para aumentar suas chances de marcar. Outra explicação, claro, é o grande entendimento com os atacantes Josip Ilicic e Duván Zapata – que também mostram enorme inteligência para triangulações, além de se movimentarem bem caindo pelos lados e criando espaços para quem chega de trás.

Davi e Golias?

Claro que nem tudo são flores, e muitas vezes os Nerazzurri de Bérgamo acabam sofrendo alguns gols que chegam a surpreender. Pode estar aí o fiel da balança para decidir a contenda contra um PSG que também possui ataque acima de qualquer contestação. Mas em jogo único, como será o caso neste confronto marcado para Lisboa, tudo será possível.

De um lado, o time que supera todas as expectativas, encanta e vem provando seu valor (inclusive quase reabrindo pra valer a briga pelo título italiano contra uma sortuda Juventus, que só chegou ao empate por 2 a 2 graças a pênaltis ocorridos ao acaso de bolas nas mãos). Do outro, o PSG, clube que em muitas coisas é a antítese desta Atalanta.

Seja pela própria narrativa mais simpática que veste os azarões, quanto pela qualidade do futebol que, não é de hoje, a Atalanta vem apresentando, é bom o PSG ficar bem atento para continuar sonhando com o título europeu. Especialmente pela qualidade do futebol da equipe de Gasperini, é claro.

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