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Sucesso do City de Guardiola passa pelo polo aquático

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Sucesso do City de Guardiola passa pelo polo aquático

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O técnico abandonou seus princípios de polo aquático no jogo de ida contra os Spurs, mas deveria voltar à sua fórmula de sucesso

Pep Guardiola busca inspirações em técnicos e jogadores de uma vasta gama de esportes.

De maneira conhecida, ele passou um ano sabático em Nova Iorque, aprendendo direto com o mestre do xadrez, Garry Kasparov. Seu interesse pelo golf é bem documentado, assim como sua admiração pelo basquete.

Ao lado dele desde os seus primeiros dias como técnico está Manel Estiarte. Estiarte é conhecido como o melhor jogador de polo aquático da história e jogou cerca de 600 jogos pela Espanha.

Ele tem sido o braço direito de Pep há mais de uma década, passando pelo Barcelona, Bayern de Munique e Manchester City, Guardiola respeita sua visão e regularmente busca seu conselho.

Pep uma vez descreveu seu colega catalão e companheiro de medalha de ouro olímpica como o melhor cobrador de pênalti na história - ainda que em um esporte diferente - e implorou a seus jogadores que aprendessem com seus métodos.

O pólo aquático é pouco conhecido no Reino Unido. Mas se você olhar de perto para uma equipe de pólo aquático e como ela é montada, você verá algumas semelhanças com o futebol em geral e com a forma de equipe preferida de Guardiola em particular.

De um modo geral, quando uma equipe de polo aquático está no ataque, a grande maioria passa para o que é conhecido como a formação 3-3.

Posicionalmente, vemos um ponto de referência, dois armadores, dois pontas e um central. Essa é a uma grande semelhança como a forma de ataque do City.

Considere Fernandinho como o ponto de referência, David Silva e Kevin De Bruyne são os armadores. A combinação de Raheem Sterling e Leroy Sané fazem as pontas. Sergio Agüero é o central, que nos dois esportes, marca muitos gols.

No pólo aquático, e no City, essa forma funciona. Na competição da liga, onde Guardiola venceu oito dos dez títulos disponíveis e está à beira de um nono campeonato da liga em 11 temporadas, suas equipes geralmente têm o suficiente para afastar todos os adversários.

A perfuração, a repetição, a implacabilidade da máquina de ataque de Pep, atrapalham a competição e geralmente o fazem sair por cima. Mas se houve um mau funcionamento, foi nos últimos estágios da Liga dos Campeões.

Seja por escolha ou por necessidade, o Pep se desviou do modelo nas últimas temporadas e custou a classificação a ele e sua equipe.

A derrota na semana passada para o Tottenham poderia ter sido evitada se Aguero simplesmente tivesse convertido o pênalti e garantisse o gol fora de casa.

O CIty tentou - no primeiro tempo em particular - ocupar essa zona central crucial no terço final, como uma equipe de pólo aquático faria.

Eles fizeram isso jogando por meio de Silva ou Aguero ou pedindo Sterling ou Mahrez para cortar para dentro. Sterling conseguiu fazer exatamente isso para ganhar o pênalti de Danny Rose.

Apesar disso, o time de Guardiola não conseguiu criar chances suficientes e não teve o domínio como eles fizeram em 99% dos times nessa temporada, incluindo os Spurs.

O City parecia preocupado com o que o Tottenham poderia fazer quando pegasse a bola, por meio de Eriksen, Dele Alli, Son e Harry Kane, nos pontos extremos do campo, por isso, Pep sacrificou (em termos de polo aquático) um de seus armadores em outro ponto.

Nesse jogo de possibilidades, Guardiola decidiu escolher Gundogan ao invés de De Bruyne. O City não estava jogando com o tipo de liberdade e expressividade características que o jogador belga pode trazer.

Pep optou por mudar seu jogo natural para se adaptar ao adversário. Não foi fatal, mas colocou o City em uma posição desconfortável.

Esse é um padrão parecido com o que ocorreu na última temporada. Quando a lista dos times saiu para o jogo das quartas de final contra o Liverpool no Anfield, ficou clara a preocupação de Guardiola com Mané, Firmino e Salah ao tirar Sterling e colocar Gundogan.

Ele queria mais passes, mais controle e queria estar mais preparado para os contra-ataques do Liverpool. O plano começou a ruir logo quando Salah marcou o primeiro gol e a partir daí, o City não conseguiu mais se recuperar.

Na arquibancada depois de perder em Anfield, Guardiola não podia ver o tamanho da oportunidade que ainda estava diante de sua equipe. Eles entraram em pânico, apesar de possuírem melhores jogadores e ter muito tempo para corrigir a situação, e nunca exerceram o domínio de que eram capazes.

Isso pode ser novamente a preocupação para o segundo jogo contra o Spurs. Guardiola seria bem aconselhado a pensar menos sobre o que o Tottenham pode fazer e mais sobre o que sua equipe pode fazer.

Ele pode achar apropriado restaurar - seja intencionalmente ou não - sua equipe de pólo aquático. Ou então o City pode afundar.

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