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Parceiro do Bolívar, poderoso Grupo City chega à Libertadores

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Parceiro do Bolívar, poderoso Grupo City chega à Libertadores. EFE

Parceiro do Bolívar, poderoso Grupo City chega à Libertadores

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O clube boliviano é o novo parceiro da empresa que mudou o Manchester City de patamar.

O City Football Group, maior conglomerado de clubes de futebol do planeta e dono do Manchester City, viverá pela primeira vez uma experiência na Copa Libertadores da América a partir da próxima temporada.

O novo parceiro é o Bolívar, anunciado em cerimônia nesta semana, que tratou dos planos do clube para seu centenário, em 2025. E aqui a palavra parceria é importante. O clube mais popular do futebol boliviano não foi comprado, e portanto não é propriedade do grupo que possui dez times ao redor do mundo. Mas firmou um acordo inédito em que irá contratar uma consultoria, ter acesso a um compartilhamento de dados e iniciar uma cooperação a partir da experiência em outras agremiações pelo planeta.

Um agente do mercado faz uma analogia possível sobre o acordo. É mais ou menos como as afiliadas de empresas de televisão espalhadas pelo Brasil. Ao sintonizar um canal no interior da Amazônia, por exemplo, a programação é vinculada e reproduz conteúdos da rede, que chegam direto da sede do Rio de Janeiro. Ainda assim, por mais que se utilize de alguns conteúdos da matriz, o canal local tem um dono próprio, e a tomada de decisão é autônoma.

Outra comparação é em relação aos materiais de ensino das grandes redes utilizados por escolas particulares. Quando um colégio adota os livros de determinada empresa, ele faz uso daquela metodologia, ainda que tenha total controle sobre os professores, as escalas, cronogramas etc. É como se diretoria de futebol do Bolívar importasse as mesmas apostilas e softwares que Pep Guardiola usa no Manchester City.

No time azul de La Paz, o manda-chuva é Marcelo Claure. Ele criou em 2008 uma empresa que adquiriu o Bolívar e passou a controlá-lo num prazo de vinte anos. Mais recentemente, participou da operação da criação do Inter Miami, franquia da MLS. Além disso, ela já vinha estreitando laços com o Grupo City ao comprar, no ano passado, 35% do Girona, da Espanha, um dos clubes que o grupo é dono majoritário na Europa.

"Este contrato de longo prazo é o primeiro desse tipo e permitirá ao clube aproveitar e utilizar a ampla gama de experiência da indústria do futebol desenvolvida pelo City Football Group. Nosso trabalho na Bolívia certamente fortalecerá nosso conhecimento e rede no futebol sul-americano", disse Ferran Soriano, executivo-chefe do CFG.

A movimentação acontece quase quatro anos depois da compra do Club Atlético Torque, que passou a se chamar Montevideo City Torque. Com um histórico nas divisões inferiores do Uruguai, a equipe terminou no terceiro lugar no mais recente Torneio Apertura local, terminado em outubro, atrás de Nacional e Rentistas, mas à frente do Peñarol. Ficou no meio da tabela no Intermedio, e disputa o Clausura a partir do próximo final de semana.

Olá, Conmebol

O Grupo City tem como principal dona a Adu Dhabi United Group, controlada pela família real do Catar. Atualmente, são dez clubes tocados pela empresa. Além do Manchester City, o mais famoso, também estão no bolo Melbourne City, Mumbai City, Lommel, New York City, Girona, Sichuan Jiuniu, Yokohama Marinos, Troyes e o já citado Montevideo City Torque.

Presente nos cinco continentes, pela primeira vez o grupo irá se aproximar de uma competição da Conmebol, ainda que indiretamente. O Bolívar, terceiro colocado do último Campeonato Boliviano, entrará na segunda fase eliminatória da próxima Libertadores, aquela anterior à fase de grupos. Será a 32ª participação na Copa.

Ainda que a gestão do clube não seja do City, o grupo passa a ter um parceiro na maior competição do continente. Se dentro do projeto esportivo também há o óbvio componente político, não deixa de ser uma forma dos cataris se aproximarem da elite do futebol sul-americano, entendendo a logística, os bastidores e as particularidades do ambiente local.

Ainda é cedo para saber se essa troca de informações e experiências irá evoluir para um intercâmbio de jogadores ou quem sabe para uma participação futura do Grupo City na gestão do Bolívar. Mas é um passo importante para aumentar a presença na América do Sul se aproximando de um clube de massa, grandioso nacionalmente e participante da maior disputa das Américas.

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