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Qatar 2022? O que importa, para Tite e o Brasil, é a Copa América

BeSoccer por BeSoccer @besoccer_com - 0 365

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Filipe Luís confirmou, durante entrevista coletiva, o discurso das entrelinhas: o foco é em 2019, no agora, e não no ciclo para o Mundial

Dentre a renovação feita por Tite após a eliminação nas quartas de final do Mundial de 2018, grande parte dos nomes estão do meio para a frente. O sistema defensivo disponível para a Copa América de 2019, que será realizada no Brasil a partir de 14 de junho, não sofreu grandes novidades em relação a jovens talentos. E, segundo dito por Filipe Luís em entrevista coletiva realizada nesta terça-feira (11), após treinamento no Pacaembu, não é algo a ser levado em conta quando o que interessa é ganhar. A necessidade de ser campeão em casa pressiona Tite e os jogadores.

"A idade é um número. O Daniel (Alves), por exemplo, tem 36 e parece um menino. Temos que julgar os jogadores pelo que rendem em campo e não pela idade. Existem seleções que nunca conseguiram ganhar nada, eu consegui em 2013, com a Copa das Confederações. Sempre quero ganhar. Não penso na Copa do Qatar, penso aqui. Essa Copa América é uma grande oportunidade, ganhar título em casa, que não jogamos há muitos anos", afirmou o lateral-esquerdo titular, que nos 7 a 0 sobre Honduras deu a sua primeira sob o comando de Tite.

Filipe Luis e Dani Alves, 33 e 36 anos respectivamente nas laterais. Dentre os 14 atletas acima dos 30 anos convocados por Tite após a eliminação para a Bélgica, oito são zagueiros ou laterais. Renovar não apenas a sua primeira linha de defesa, mas especialmente os flancos é o grande desafio do treinador pensando na Copa do Mundo de 2022, no Qatar. Mas, sejamos francos, o Mundial que será realizado no Oriente Médio é um pensamento distante para o técnico: ao receber a Copa América, o Brasil automaticamente se vê obrigado a conquistar a taça para manter o 100% de aproveitamento.

A própria escolha por Willian, de 30 anos, para ocupar a vaga deixada no setor de ataque após o corte de Neymar evidenciou o pragmatismo de Tite visando a caminhada que terá início neste 14 de junho, contra a Bolívia. Existe pouco espaço para a juventude e falta de experiência vestindo a camisa do Brasil, e o que existe dele está bem concentrado do meio para a frente. A defesa é marcada por nomes experientes, com muita história para contar.

Se num passado nem tão distantes a seleção por vezes usava a Copa América para experimentações visando renovação, hoje é algo impensável: pela necessidade de manter o 100% de aproveitamento em títulos das outras quatro vezes em que recebeu a competição, mas também para apagar decepções recentes em Mundiais e na própria Copa América – torneio que não conquista desde 2007 e onde acumula péssimas campanhas nas últimas duas edições.

Ao cair para a Bélgica, na Rússia, todos nós sabíamos que Tite não iniciaria um ciclo visando a edição de 2022 no Qatar. Como Filipe Luís evidenciou, o foco sempre esteve todo na Copa América: se o mote é ganhar ou ganhar, fica mais fácil conseguir isso com uma defesa mais segura e sem experimentações.

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