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Qual das cinco ligas é a mais forte?

BeSoccer por BeSoccer @besoccer_com - 0 3,603

Pin Estudo mostra as diferenças dos níveis das cinco grandes ligas europeias. BeSoccer
Estudo mostra as diferenças dos níveis das cinco grandes ligas europeias. BeSoccer

Qual das cinco ligas é a mais forte?

BeSoccer por BeSoccer @besoccer_com - 0 3,603

O estudo mais recente do ProFootballDB nos leva a uma análise do nível dos talentos que há entre LaLiga, Premier League, Bundesliga, Ligue 1 e Serie A. Os ingleses se destacam, mas ainda mais do que se imaginava. Sete dos 18 melhores jogadores de futebol do mundo jogam lá.

Sempre falamos sobre as cinco grandes ligas como a referência da elite do futebol mundial. E muitos costumam dizer que o espanhol é o melhor campeonato nacional do planeta, mas isso mudou. Atualmente, a Premier League domina o mais alto nível do esporte mais popular de todos.

Mais uma vez, ativamos o olhar científico do ProFootballDB, laboratório de dados de BeSoccer, para examinar os indicadores de cada uma dessas cinco competições. Vamos usar o ELO, fórmula cada vez mais usada em uma análise que se preze, para estabelecer os fundamentos do estudo. Lembremos: é um termômetro que mede o nível dos jogadores com base em determinadas variáveis ​​(gols, assistências, adversários, dificuldade das competições...).

Outra exclusividade do ELO é que ele é atualizado diariamente. Levando em consideração esse fator e que apenas a Alemanha está em jogo, os resultados atualizados deixam a competição inglesa acima das demais, graças à sua média de 71,17; é a que concentra os futebolistas de maior qualidade. 

A LaLiga, que perdeu seu trono nos últimos anos, está a menos de dois pontos (69,74). A Serie A é quem fecha o pódio (67,84).

A Ligue 1, historicamente tida como mais fraca das cinco, ficar muito perto do italiano seguindo essa fórmula, a apenas 0,54 ponto (67,3). Isso se dá, em grande parte, pelo fato de o PSG ter acumulado estrelas em seu elenco nos últimos anos. A Bundesliga permanece em quinto lugar (66.32).

Os níveis de concorrência

No futebol moderno, o conceito 'Liga Escocesa' tem sido usado para falar de competições menores e desinteressantes, devido à falta de concorrentes reais pelo título. Celtic e Rangers dominam a cada ano, em uma situação que se assemelha com a alemã. A Bundesliga é prejudicada por isso, já que tem o Bayern soberano com oito títulos consecutivos. A Ligue 1 vive caso parecido, com o PSG vencendo sete das últimas oito edições. Também não é diferente na Itália, onde a Juventus tem oito 'Scudetti' seguidos.

A LaLiga também não é muito favorecida neste quesito, pois um único título do Atlético (temporada 13-14) interrompeu o predomínio de Barcelona e Real Madrid nos últimos 14 anos.

A Premier é o que mais se destaca nesse aspecto, já que o Liverpool se tornará, nesta edição, exceto em caso de uma surpresa enorme, o quarto campeão diferente nos últimos cinco anos (Leicester, Chelsea e City foram os anteriores).

Nos dados deste milênio, a Ligue 1, com oito campeões diferentes, aparece com vantagem neste aspecto. A Premier teve seis (já incluindo o Liverpool por sua vantagem quase inatingível) e a Alemanha somou cinco, enquanto Itália e Espanha têm quatro.

O mapa dos jogadores mais valiosos

Atualmente, no entanto, o nível das ligas é marcado mais pelo nível de seus jogadores do que pela competitividade a cada edição. E aí encontramos a resposta para a liderança inglesa.

Sete dos 18 jogadores com mais de 90 pontos ELO estão ativos na competição britânica. São Kane, Aubameyang, Bruno Fernandes, Raúl Jiménez, Alisson, Salah e Van Dijk

A Premier tem quase o dobro da LaLiga, onde os atletas de primeira linha segundo a fórmula são Luis Suárez, Messi, Sergio Ramos e Benzema

Cristiano Ronaldo, Immobile e Lukaku são os únicos com essa categoria na Serie A.

Tanto na Alemanha, com Lewandowski e Werner, quanto na França, com Neymar e Mbappé, apenas dois jogadores estão classificados como diferenciados.

Além disso, a Inglaterra também tem a maior porcentagem de jogadores nos quatro primeiros níveis de pontuação (mais de 90, de 86 a 90, de 81 a 85 e de 76 a 80). Ao todo, 170 dos 464 jogadores da Premier League estão nessas faixas. Ou seja, 36,64% dos atletas.

Na LaLiga, 27,5% de seus jogadores possuem 76 ou mais pontos ELO (129 de seus 469).

A Itália tem 26,21%; a França, 21,83%, e a Alemanha, com 17,65%, é a única que fica abaixo de 20%.

Se já temos a média ELO de cada competição, verificamos agora vantagem britânica no valor mais repetido entre os jogadores. Na Premier, a maioria dos jogadores está na faixa entre 76 e 80 pontos. Na Espanha, entre 71 e 75; Na Alemanha, entre 66 e 70; entre 61 e 65 na França e 55 ou menos na Itália.

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Evolução e perspectivas

Em termos globais, vemos uma distribuição quase igual de estrelas entre as cinco competições; cada um tem pelo menos um craque com mais de 90 de ELO. No entanto, a maioria dos talentos está na Premier.

Vários fatores redesenharam esse contexto. O grande aspecto foi o econômico. A Premier é a competição com maior poder de compra nos últimos anos. Além disso, possui uma distribuição mais equilibrada dos direitos de televisão, com verbas para o último classificado equivalente ao de uma equipe de ponta no país.

Além disso, a coexistência de Messi e Cristiano Ronaldo acabou, algo que afasta a Espanha do primeiro lugar. A mudança de espanhóis para a Premier tem sido constante nos últimos anos. Tudo começou com treinadores como Rafa Benítez, Guardiola e Emery, mas jogadores de referência seguiram os mesmos passos. É o caso de nomes como Rodri, Fornals, Kepa, Deulofeu, Ayoze, Ceballos.

Quanto à Itália, a tendência é continuar crescendo nos próximos anos devido ao melhor regime tributário para os jogadores. A chegada de Cristiano Ronaldo e De Ligt foi o grande aviso. Nas próximas temporadas, não seria surpreendente se a média da ELO permitir ao campeonato italiano subir nessa classificação.

Premier League

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Analisamos agora a evolução da média ELO dos principais clubes de cada competição desde 2000. O mais impressionante nesse período foi o empoderamento do Manchester City, que aumentou sua média em 30 pontos ao longo de 20 anos. O gráfico explica visualmente o crescimento econômico desde a chegada da exploração de Mansour Al-Nahyan. 

Além disso, observamos que o Manchester United, apesar da recente seca de títulos, nunca esteve abaixo dos 90 pontos da ELO. Chelsea e Liverpool estiveram menos regulares, com os londrinos caindo nos últimos anos e os 'reds' subindo.

La Liga

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O gráfico em espanhol é dividido em dois focos. O primeiro é a eterna luta entre Barcelona e Real Madrid. Embora nunca tenha havido uma diferença maior que seis pontos, vem sendo um milênio um pouco mais favorável aos catalães. Sua curva oscilou menos do que o rival da capital, que teve um declínio de cinco anos (da temporada 03-04 para 08-09). Atualmente, o Barcelona tem uma pequena vantagem.

Além disso, ambos atingiram 99 e 98 pontos ELO na temporada 17-18, com os quatro títulos (Liga dos Campeões, Mundo de Clubes e as duas Supercopas) dando a leve vantagem ao Real Madrid e as duas conquistas nacionais erguendo o Barcelona. Essa pontuação é o teto atingido em nosso estudo entre as cinco grandes ligas.

O outro prisma é representado pelo Atlético de Madrid e pelo Sevilla, que cresceram na última década. Empilhando a Liga Europa, a equipe da Andaluzia ultrapassou 90 pontos há três temporadas. Por sua vez, os da capital não caem desse patamar há sete anos.

Serie A

Na Itália, o escândalo de corrupção ('Calciopoli') e a falência do Napoli são responsáveis ​​pelo gráfico mais irregular de todos. Além disso, abrange seis equipes diferentes como sendo as mais fortes no país.

Ninguém é salvo de curvas irregulares. A Juventus poderia ter oscilado menos se não fosse por seu declínio administrativo, mas cresceu exponencialmente ao retornar à Serie A no ano seguinte para, nos últimos cinco anos, elevar seu valor consideravelmente.

O Milan teve as conquistas da Liga dos Campeões em 2003 e 2007, mas inicia uma queda em 2012. Sua média ELO não chega a 90 há sete anos, tendência semelhante à da Inter de Milão, embora seus últimos três anos mostrem um claro crescimento. Ao todo, a pontuação do Inter é quarta hoje.

É a Roma que aparece em terceiro lugar (muito devido ao ciclo de ouro com Totti). A última década é de crescimento, mas foi na temporada 07-08 que o clube alcançou seu auge, com 92 pontos. 

A Lazio, por sua vez, entrou no milênio como campeão da temporada 99-00 com nomes como Verón, Nedved, Salas e Simeone, mas passou uma década em declínio até o Napoli tomar o seu lugar. O clube, em 2005, ainda estava se reinventando na Serie C e teve que se reerguer para subir de categoria em dois anos seguintes. Desde então, sua pontuação aumentou a cada ano para chegar a 91 hoje.

Ligue 1

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Há um antes e um depois no PSG desde a chegada de Nasser Al-Khelaifi e do dinheiro do Catar. A mudança começou em 2011 e, desde então, a média ELO cresceu cerca de 10 pontos. A equipe parisiense começou o milênio como a terceira mais valiosa da França, e agora ninguém se aproxima há seis anos.

Embora seja observada uma melhora geral, a irregularidade mancha o gráfico da Ligue 1. Aqui encontramos um Lyon dominante até 2013, coincidindo com os anos de seus sete títulos consecutivos, e vemos um Monaco que vai ao poço entre 2011-12 e volta a subir antes de uma nova queda significativa.

O Olympique de Marseilha, apesar de nos últimos anos não ter passado por seus melhores momentos, aparece com um ritmo mais regular.

Bundesliga

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Aqui tirania é a única palavra possível. Mesmo quando o Bayern de Munique não conquistou títulos, se manteve no topo. Sua média ELO teve o mínimo de 92 pontos e o máximo de 97, uma linha quase reta.

Um sentimento muito semelhante ocorre com o Bayer Leverkusen, em queda apenas nos últimos dois anos após grande regularidade ao começar o milênio como um concorrente do Bayern, embora na última década, apesar de seu bom trabalho, veja outro grande à sua frente.

O Borussia Dortmund teve um crescimento com Klopp e soube como superar uma crise institucional por uma política de transferências invejada que hoje é mantida.

Vale destacar a grande ascensão de Hoffenheim e RB Leipzig, que tiveram grandes injeções de dinheiro levando a um crescimento do desempenho.

Uma olhada geral nas cinco ligas

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Terminamos o estudo como começamos: destacando o domínio da Premier League sobre as outras ligas. Para fazer isso, resgatamos o ELO médio da temporada (não o valor atual). Embora o sentimento seja de que essa liderança tenha sido retirado da LaLiga nos últimos anos, ela ocorreu ao longo do milênio. Além do mais, o que aconteceu nas duas últimas campanhas é que a Espanha se aproximou.

A Ligue 1 quase foi reduzida ao poder de compra do PSG. Enquanto isso, a maior competitividade na Inglaterra (Manchester City, Liverpool, Arsenal, Tottenham, Chelsea, United) deu mais força à Premier League.

Como característica comum, observamos que as cinco grandes ligas têm aumentado seu nível de ELO, o que fortalece esse sentimento de unidade das cinco grandes ligas como uma grande referência mundial. Para isso, equipes que surgiram entre as melhores, como Nápoles, RB Leipzig e Sevilla, foi essencial.

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