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Rogério Ceni rechaça título de ‘treinador-modelo’, mas destaca: 'Convicção naquilo que faço'

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Pin Rogério Ceni rechaça título de treinador-modelo. AFP
Rogério Ceni rechaça título de treinador-modelo. AFP

Rogério Ceni rechaça título de ‘treinador-modelo’, mas destaca: 'Convicção naquilo que faço'

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Treinador do Fortaleza valoriza 'alma e coração' e avisa que busca empregar hoje aquilo que fazia quando era jogador

Apenas no quarto ano como treinador, sendo hoje referência do Fortaleza, Rogério Ceni conseguiu rapidamente criar uma identidade forte e ofensiva, cujo reconhecimento é cada vez maior, dentro e fora do Brasil. Ainda assim, não se vê como uma espécie de novo “treinador-modelo” no país.

“Não me considero modelo, de jeito nenhum. Me ajusto às condições que tenho. Nosso orçamento aqui no Fortaleza, e vou converter para euros, custa mais ou menos 450 mil euros por mês. É um time relativamente modesto para o futebol brasileiro, não podemos comparar com o Flamengo, que talvez tenha oito vezes o nosso orçamento. Ajustamos aqui as peças de acordo com as necessidades, nos adaptamos muito ao estilo de jogo dos adversários. Quando enfrentamos adversários do nosso porte, que possa ser um jogo de igual para igual, tentamos jogar com imposição, marcando pressão. Quando temos pela frente adversário de maior qualidade, fazemos uma alteração ou outra. Mas não sou modelo. Na verdade, existe muito o ‘momento’. Tenho as minhas convicções, trabalho dentro delas, e tento me ajustar, estudar o que há de mais moderno no futebol mundial. Pesquiso muito sobre bolas paradas, converso com pessoas de fora, com treinadores italianos, dinamarqueses, franceses. Não sou modelo de treinador, mas gosto do trabalho faço e tenho convicção naquilo que realizado dentro do campo”, explicou o treinador da equipe cearense, em entrevista ao Canal 11 , de Portugal. 

“Como joguei muito tempo no gol, então cansei de ver o jogo lá de trás. Sou muito de jogar para frente. Costumo jogar aqui no Fortaleza com uma linha de quatro atacantes, num 4-2-4. É um time em ascensão, nos ajustamos muito aos adversários. Gosto de ter a posse de bola e atacar, contra-atacar diante das equipes mais fortes. Gosto do jogo ofensivo, posse de bola, criação, é o que o futebol pede. Gosto da transição rápida, com muito trabalho de bola parada”, completou.

Elogiado pelos portugueses pela forma como encara os jogos, mesmo quando tem jogadores expulsos, como aconteceu recentemente contra o Atlético-MG, no Brasileirão, e São Paulo, na Copa do Brasil, Ceni revelou o segredo do sucesso: cobrar dos atletas aquilo que cobrava de si mesmo nos tempos de goleiro.

“O time que vocês veem em campo, era eu quando jogava. Tinha esse espírito de jogo. Só aceito trabalhar com jogadores que tenham o mesmo espírito de competitividade. Podemos não ser o melhor time, e de fato não somos o melhor time, não temos o maior orçamento... nós, aliás, temos a menor cota de tv da primeira divisão, temos um centro de treinamento que está sendo construído, às vezes não tenho nem sala para dar uma entrevista, porque estamos aqui em reforma… mas aqui há muita alma e coração. Isso norteou a minha carreira como atleta, vencer, tentar sempre vencer, nunca desistir do jogo, e acho que esse time incorpora esse espírito que o seu treinador teve como atleta. Não desistimos dos jogos, nem com um a menos, nem com dois a menos, lutamos até o fim. Tenho um time moldado para competir ao extremo”, completou.

Chegar à seleção brasileira?

Tendo no curto currículo como treinador passagens por São Paulo, Cruzeiro e Fortaleza, Rogério Ceni, para já, não pensa em seleção brasileira. O ex-goleiro e ídolo são-paulino gosta do dia a dia dos clubes, tendo como projeto principal trabalhar na Europa.

“Chegar à seleção brasileira é para um único treinador, é muito difícil. Necessito de um caminho maior, necessito ganhar com o Fortaleza, como, por exemplo, o campeonato cearense agora, temos ainda a Copa do Brasil… O Fortaleza é um time que está crescendo, tem um elenco reduzido, mas é o sonho de todo treinador chegar à seleção brasileira. Gosto muito de trabalhar em clube, gosto muito do dia a dia com o jogador, é isso que faz o crescimento do trabalho. Ainda prefiro trabalhar mais como treinador de clube e, quem sabe um dia, depois de um trabalho bem feito no Brasil… e tem ainda o meu sonho que não tive como atleta, que era jogar na Europa, mesmo tendo me realizado durante 25 anos no São Paulo. (Trabalhar fora) Era um caminho que gostaria de poder prosseguir”, finalizou.

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