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Sem Neymar, Mbappé vai carregar nas costas não só o PSG, mas toda a Ligue 1

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O jovem francês será, na iminente saída do brasileiro, o ícone principal de um torneio que raramente vê seus grandes craques no auge

Dentro do gramado, Kylian Mbappé foi o grande destaque da vitória por 3 a 0 obtida pelo Paris Saint-Germain na primeira rodada da Ligue 1. Fora de campo, continuou a ser Neymar, cuja ausência contra o Nimes não se deu não apenas por questões físicas, mas pela incerteza que cerca o seu futuro. O comportamento do brasileiro, que insiste em deixar o PSG, levou os torcedores parisienses a levarem faixas pedindo logo a sua saída, além de xingamentos que ecoaram pelo Parque dos Príncipes.

Se foi atacado pelos próprios torcedores, os companheiros de time buscaram abraçar o brasileiro. O técnico Thomas Tuchel disse entender a raiva da torcida, mas protegeu o seu camisa 10, enquanto o meio-campista italiano Marco Verratti defendeu o amigo e Kylian Mbappé disse que as coisas ficariam mais difíceis para o PSG sem contar com Neymar. Mas o andar dos acontecimentos indica realmente uma saída, algo que fica evidenciado também na decisão do clube em excluir qualquer menção ao ex-santista na loja oficial. É isso mesmo: se você estiver hoje na capital francesa, e entrar no estabelecimento do Paris Saint-Germain, não encontrará nenhum produto em destaque que faça referência à maior contratação de todos os tempos.

A saída de Neymar, provavelmente para a Espanha, completa de vez o ciclo que deixa Mbappé como o protagonista absoluto do PSG e Ligue 1. Não é uma realidade nova. Foi um processo iniciado ainda durante a Copa do Mundo de 2018, quando o jovem francês se colocava como um dos maiores destaques enquanto Neymar virava, por causa do excesso de quedas e reações exageradas, motivo de chacota. Com o título mundial conquistado pela França, Kylian já aparecia com um peso maior no início da temporada passada. Isso ficou ainda mais intensificado quando o brasileiro sofreu, assim como no ano anterior, uma lesão que lhe tirou da metade final da campanha.

Cartaz dos torcedores do PSG, contra o Nimes, pedindo a saída de Neymar

O PSG caiu cedo no mata-mata da Champions League, mas atingiu a meta obrigatória de conquistar a Ligue 1. A presença de Mbappé foi vital para a manutenção do título, já que o veloz meia-atacante marcou incríveis 33 gols [e só não ganhou a Chuteira de Ouro europeia porque Lionel Messi balançou mais as redes na Espanha]. Único craque em um time que, apesar dos bons nomes, mostrou fragilidade com a montagem de seu elenco, o camisa 7 recebeu os principais prêmios individuais pelo Campeonato Francês realizado.

Evidente que Neymar faria falta para qualquer clube que contasse com o seu talento. Mas não houve equipe que precisasse se acostumar, tantas vezes, em não contar com o brasileiro do que o PSG. Ou seja: ficar sem o camisa 10 estaria longe de ser uma novidade para o time. Por isso, talvez quem mais sinta esta despedida seja a própria liga francesa, cujo interesse cresceu após a chegada de Ney, e que valorizou praticamente tudo que cercou a marca “Ligue 1” – para efeito de comparação, apenas um ano após sua chegada ao Parque dos Príncipes a audiência do torneio aumentou em 25%.

É por isso que a provável transferência deixaria Kylian Mbappé com uma responsabilidade gigante: ser, sozinho e isolado, o símbolo não apenas do PSG, mas de todo o futebol de clubes do seu país. Um país que historicamente não teve os seus grandes craques no auge – eles saíam muito cedo ou voltavam tarde. Platini foi ídolo na Juventus, Cantona no Manchester United, Zidane virou lenda no Real Madrid; quando você pensa em Thierry Henry, o Arsenal vem à mente... e por aí vai. Mbappé, apesar do constante interesse que atrai do exterior, hoje é uma exceção. Mas com apenas 20 anos de idade, é possível imaginar que, por mais incrível que pareça, o seu auge ainda esteja para chegar.

Mbappé estreou com gol e assistência na primeira rodada da nova temporada da Ligue 1

Quando colocou a sua permanência no clube em dúvida, o jovem atacante disse que gostaria de ter mais responsabilidade. Depois que reafirmou o seu compromisso com o PSG, o pedido deve ser realizado de uma forma que ele não imaginava: sem Neymar, Kylian Mbappé, um craque francês, será o rosto não apenas de sua equipe, mas de todo o futebol de clubes de seu país. Resta saber se o talento gigante conseguirá, sozinho, aguentar tanta pressão.

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