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Vibrante, controverso e apaixonante

Priscila por Priscila @besoccer_es - 0 9,400

O Real venceu o Atlético no Wanda Metropolitano. EFE

Vibrante, controverso e apaixonante

Priscila por Priscila @besoccer_es - 0 9,400

Assim podemos descrever o dérbi que acabou com a vitória do Real Madrid frente ao Atlético e que coloca os merengues na luta pelo título.

Mãos ao ar na LaLiga que se disputa o pódio; mãos ao ar no Wanda Metropolitano, assaltado pelo Real depois de uma atuação seria, efetiva e contundente; mãos ao ar na arbitragem que acabou manchada pela utilização do VAR; mãos ao ar no Atlético, que foi de mais a menos a poucos dias do encontro mais importante da temporada diante da Juventus. 

Ganhou o Real que jogou com inteligência e mostrou mais mira na baliza rival; perdeu o Atlético, contra a sua fogosidade no início de cada parte. As intervenções do VAR e a utilização das mesmas por parte do árbitro Estrada Fernández sairam com notas diferentes em função das cores avaliadas. 

Porque o Real poderá protestar que houve falta de Correa sobre Vinicius na jogada do empate de Griezmann, mas o videoárbitro analisou de forma concreta se houve fora de jogo, que não existiu; os colchoneros podem falar de um possível penalti não apitado sobre Morata, um fora de jogo no 2-2 de Morata que não conseguiu empatar o marcador, o penalti de Giménez sobre Vinicius que começou fora da área... O VAR chegou para minimizar a polémica e, de momento, não fez mais que multiplicá-las. 

Futebolisticamente, o Real jogou com cabeça e o Atlético com o coração. O resultado final explica-se porque uns tiveram sangue frio quando aos outros lhes ardiam as veias. É a virtude e o defeito do Atlético, que saiu de campo com a língua entre os dentes e conseguiu engasgar-se frente à equipa de Solari na sua própria casa. 

O Real confirma as suas melhorias diante de uma equipa de élite como o Atlético de Madrid. O bloco de Simeone, por seu lado, vê como o Wanda Metropolitano deixa de ser invencível esta temporada. 

O Atlético saiu a morder

Quando o Real conseguiu desligar-se da pressão colchonera e encontrou fugas pelo lado de Vinicius, os merengues conseguiram tornar-se donos do jogo. Modric e Kroos começaram a jogar e o Atlético, superada a sua primeira linha de combate, sofreu o primeiro golpe. Um canto marcado por Kroos acabou cabeceado por ramos rodeado de adversários, que se esqueceram de Casemiro que de forma acrobática abriu o marcador. 

O golo não desnorteou o Atlético, que respondeu por meio de Griezmann. Correa roubou a bola no centro do campo, colocou-a nos pés do companheiro e o avançado francês decidiu passá-la por baixo das pernas de Courtois com precisão. 

O Real criava ocasiões pelo lado de Vinicius, enquanto que Morata procurava-as pelo meio dos centrais. O brasileiro foi mais eficaz e, depois de engana Godín, fê-lo a Giménez. O jovem defesa uruguaio acabou por derrubar Vinicius quando este já o tinha superado depois de passar a linha. Ramos não falhou a partir dos onze metros. 

O VAR, sempre presente

O Atlético repetiu o plano quando saiu do descanso e o Real chegou a passar mal com um Morata excitadissímo, que conseguiu marcar um golaço, no entanto, o VAR decidiu que estava fora de jogo. O jogo tornou-se um carrossel de cartões e de substituições acalmados pelo golo de Gareth Bale. 

O galês, desconectado do jogo, apareceu para fazer o que melhor sabe: marcar golos. O 1-3 deprimiu o atlético, com um a menos nos últimos minutos por acumulação de amarelos de Thomas. A baliza foi disputada pelo Real, que não conseguiu fazer mais sangue depois do golo de Bale. 

Esta vitória coloca o Real Madrid em segundo a cinco pontos do Barcelona, líder da LaLiga; o Atlético cai para o terceiro lugar ao somar 44 pontos, um a menos que o Real que  conseguiu a primeira derrota dos de Simeone no Wanda Metropolitano esta temporada.  

Priscila

Priscila

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