Atlético-MG propõe desconto e parcelamento em dívida de R$ 59 milhões com agente

Atlético-MG e André Cury se reuniram, durante a última semana, para discutir a renovação de Eduardo Vargas, publicada em primeira mão pela 'Goal'. Durante a reunião, o clube propôs ao agente o pagamento de uma dívida que chega aos R$ 59 milhões. A ideia da diretoria é parcelar a quantia e obter um desconto do empresário.
O mandatário Sérgio Coelho e o vice-presidente José Murilo Procópio são os responsáveis por negociar o débito com o intermediário. O agente ainda não apresentou uma proposta à cúpula, mas está disposto a negociar o valor e os moldes de pagamento do débito, que se arrasta desde o início da década passada.
A diretoria do Galo mantê-lo como parceiro para evitar problemas futuros na justiça e para que o agente siga auxiliando o departamento de futebol na busca por reforços no mercado da bola — a sua ação mais recente foi a renovação do chileno Vargas por duas temporadas.
Entretanto, o histórico envolvendo Atlético-MG e André Cury é longo. A 'Goal' conseguiu o panorama das dívidas do clube com o empresário:
O atacante foi contratado em 2012 pelo clube. À época, André Cury foi o responsável por intermediar o negócio. O empresário costurou a sua contratação e deveria receber uma comissão do clube, que nunca desembolsou o montante.
Em maio de 2015, o agente foi procurado pelo clube para renovar o seu compromisso. O diretor de futebol à época, Eduardo Maluf, foi o responsável pela negociação. Em 2018, André Cury participou de nova renovação do jogador. Desta vez, o chefe do departamento de futebol do clube era Alexandre Gallo. Ele se reuniu com o empresário em 21 de maio para costurar a sua permanência.
Além da comissão pela contratação do atleta, o Atlético-MG deve os valores das duas renovações de Luan, hoje no Goiás, ao agente André Cury.
O empresário foi o responsável por costurar a contratação de Guilherme Arana com o Sevilla, da Espanha. Ele se reuniu com os dirigentes do clube espanhol a fim de chegar a um acordo pelo lateral esquerdo.
Alguns jogadores com destaque no Atlético-MG e que renderam uma quantia em dinheiro aos cofres do clube são motivos de discussões de André Cury na CNRD. Negociações que envolveram o atacante Lucas Pratto, o lateral esquerdo Douglas Santos e o lateral direito Emerson tiveram o agente como intermediário, mas o clube não pagou os valores devidos pelas transações.
André Cury foi o responsável por intermediar a contratação do zagueiro equatoriano Frickson Erazo em 2016. Por essa aquisição ficou acordado que o Galo pagaria ao empresário US$ 272 mil em duas parcelas, uma de US$ 150 mil [em 17/04/2016] e outra de US$ 122 mil [em 01/06/2016]. No entanto, de acordo com o processo, faltou a quitação de US$ 77 mil.
André Cury cobra também um valor elevado por causa de Mansur por causa dos serviços de agenciamento e comissionamento na negociação com o lateral esquerdo. O acordo inicial era de R$ 3,1 milhões.
Desse valor, de acordo com o que está escrito na petição, o clube alvinegro pagou apenas a primeira parcela no valor de R$ 750 mil, ficando pendentes R$ 2.350.000,00. Ficaram sem quitação uma parcela de R$ 750 mil [vencida em 15 de agosto de 2016], duas parcelas de R$ 300 mil [vencidas em 15 de dezembro de 2016 e 15 de dezembro de 2017], e outras duas parcelas de R$ 500 mil [que venceram em 15 de fevereiro de 2017 e 15 de agosto de 2017].
O histórico da dívida do Atlético-MG com André Cury ainda envolve outros jogadores e um treinador. Os mineiros não o pagaram pelas contratações do lateral direito Marcos Rocha, os meias Vina, Rómulo Otero, Rosinei, José Welison, Dylan Borrero e David Terans e os atacantes Eduardo Vargas, Maicosuel, Lenadrinho, Franco Di Santo e Denilson. Ainda há um débito pelo negócio envolvendo a chegada do téncico Rafael Dudamel.