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Ultras de ataque racista na Bulgária são de time cujo destaque é brasileiro e negro

BeSoccer por BeSoccer @besoccer_com - 0 338

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Torcedores do Levski Sofia, onde atua o ex-corintiano Paulinho, foram os responsáveis pelos insultos aos atletas da Inglaterra.

Os gritos racistas e as saudações nazis que marcaram o confronto entre Bulgária e Inglaterra, na última segunda-feira, nas Eliminatórias da Eurocopa de 2020, partiram de um grupo de ultras que torce para o Levski Sofia, que curiosamente tem um negro como um dos principais destaques: o brasileiro Paulinho.

Revelado pelo Corinthians e com passagens por América-RN, Rio Claro e Portuguesa, além de um período de dois anos no Zorya, da Ucrânia, o atacante de 26 defende o tradicional clube da capital búlgara desde 2017. Foi eleito, por exemplo, o melhor jogador do mês de setembro da liga nacional, numa votação aberta para o público.

Com seis gols em 16 jogos, Paulinho é o artilheiro do Levski Sofia na atual temporada. Adaptado ao país e muito querido dentro do clube, adquiriu recentemente a nacionalidade búlgara, o que permite ser convocado a qualquer momento para representar a seleção.

Apesar de ser negro e estrangeiro, o atacante nascido em São Paulo, segundo relatos de pessoas próximas, nunca sofreu qualquer tipo de perseguição racista no país do leste europeu, muito menos no Estádio Vasil Levski, que, aliás, foi o palco da goleada inglesa por 6 a 0 em cima dos búlgaros.

O Levski Sofia, que hoje ocupa a terceira colocação da liga nacional, atrás de Ludogorets e Loko Plovdiv, conta ainda com outros dois jogadores negros no elenco: o meia ganês Nasiru Mohammed e o atacante holandês Nigel Robertha, ambos contratados no começo desta temporada.

O ataque racista (sons e gestos imitando macacos) direcionado aos atletas negros da seleção inglesa, Tyrone Mings e Marcus Rashford, gerou revolta internacional e, consequentemente, abriu uma grande discussão interna, o que obrigou o governo búlgaro a exigir a demissão de Borislav Mihaylov, que ocupava o cargo de presidente da federação nacional desde 2005.

Até o momento, pelo menos de acordo com informações de agências de notícias locais, seis ultras foram identificados e detidos na última quarta-feira. A polícia búlgara ainda procura outros 15 envolvidos no incidente que, com base nas imagens televisivas, contou com aproximadamente 50 torcedores.

A Uefa, vale lembrar, também instaurou um processo disciplinar contra a Bulgária, que pode vir a ser punida com a desclassificação automática nas Eliminatórias da Eurocopa de 2020.

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