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Bastidores: cenário político no Flamengo ferve e peças esperam decisão de Landim

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Pin Bastidores: cenário político no Flamengo ferve. EFE/Antonio Lacerda
Bastidores: cenário político no Flamengo ferve. EFE/Antonio Lacerda

Bastidores: cenário político no Flamengo ferve e peças esperam decisão de Landim

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Atual presidente ainda não definiu se será candidato a reeleição e alas políticas que apoiam o mandatário não falam a mesma língua.

O ano de 2021 começou quente para o Flamengo, seja dentro de campo, onde o time coleciona duas derrotas contra Fluminense e Ceará e encara uma grande pressão por conta da temporada ruim, seja fora dele, na política do clube. Com as eleições em dezembro, a expecativa por uma tomada de decisão do presidente Rodolfo Landim sobre concorrer ou não a reeleição já causa reboliço. 

O atual mandatário ainda não sabe se será candidato ou se vai indicar alguém. O grande problema é que Landim recebeu o apoio de várias alas políticas do clube, na ocasião, foi considerado o nome ideal para "unir" e derrotar a antiga gestão. 

No entanto, sem Landim, ainda não há convicção em um nome que seja capaz de fazer o mesmo e há temor por uma divisão. No início da caminhada, Rodrigo Dunshee despontou como um possível sucessor, mas a ideia não foi para frente, Gustavo Fernandes, vice-presidente do Fla-Gávea, é um nome bem avaliado pelo presidente, Luiz Eduardo Baptista, vice-presidente de relações externas, também surge como uma opção. 

Marcos Braz, vice-presidente de futebol, também é uma peça-chave, mas já avisou que não pretende concorrer ao pleito. Braz entende que sua "praia" é o futebol e avisou a Rodolfo Landim que está com ele, apoiando sua reeleição ou o nome que for indicado pelo próprio presidente. 

O grande problema é que há um desgaste entre duas figuras importantes para Landim, Marcos Braz e Luiz Eduardp Baptista. Ambos, por exemplo, divergem sobre vários pontos no futebol. Apesar de ser vice-presidente de relações externas, Luiz Eduardo Baptista tem força na pasta e é um dos cabeças do conselho.

Em entrevista ao jornalista Rodrigo Mattos, da UOL, Márcio Braga, uma das figuras históricas do poder no Flamengo, criticou BAP. 

"O que disse para ele (Landim) é: "Faz alguma coisa, demite o técnico, não demite. Conversa com o vice-presidente." Encontraram um ponto de equilíbrio que encobre as ações deletérias do Bap e ficam escondidos. Já elegemos o Braz como grande benemérito merecidamente. É um elemento importante do Flamengo. Se o Bap quer mandar, bota ele como vice-presidente de Futebol, bota a luz do sol". 

Márcio Braga também mostrou insatisfação com Landim e disse que BAP "manda" através dele. 

"Foi colocado lá para tapar a figura do nosso amigo, Bap. Cumpre um papel. Braz não gosta do Bap. Bap manda através do Rodolfo Landim. Se o Landim não quer ser candidato à reeleição, por que o Bap não é candidato? Agora ele não tem nenhum impedimento. Vai lá para o futebol, assume uma candidatura, vai para a rua pedir voto. (…) Bap rompeu com (Eduardo, ex-presidente) Bandeira que tocou o clube com SoFla até o final. O Wallim (Vasconcellos), que era o grupo original, ele saiu do Flamengo por causa do Bap, cansado de se intrometer nos assuntos dele.

Na mesma reportagem, BAP rebeteu as palavras de Márcio Braga e disse que o ex-presidente só quer aparecer.

"O Márcio não sabe de nada do dia a dia. Está falando do que não conhece. Aproveitando para aparecer. Não entende os papéis porque não quer". 

Márcio Braga é uma figura forte na política do clube, carrega consigo um apoio que significa muitos votos e esteve com Landim na última eleição. Assim como ele, outras figuras esperam uma resposta do atual presidente e acreditam que a demora pode prejudicar o andamento da temporada. 

Internamente, há quem peça para Landim aparecer mais, principalmente em momentos de crise, que cobre os jogadores, mas ele deixa claro que este não é o seu perfil. O atual presidente diz que prefere agir internamente e longe dos holofotes, principalmente da imprensa. 

Depois da derrota para o Fluminense, em contato com uma fonte do clube, o sentimento era de desanimo total "quem tem que cobrar não cobra, tem medo de se indispor com jogador" se referindo a pouca participação do presidente nesse sentindo. 

Depois da derrota para o Ceará, a crise foi instalada de vez e Rogério Ceni ganhou uma sobrevida por falta de opções atraentes no mercado. A ideia do Flamengo é, caso troque de treinador, traga alguém para assumir a temporada de 2021 inteira e não apenas um "tampão" na reta final do Brasileiro. 

Na longa reunião de segunda-feira (11), ficou definido que alguns ajustes precisam ser feitos na estrutura do futebol e apontaram a necessidade de um gerente. No entanto, em janeiro, depois do Mundial de Clubes, haviam definido que o cargo não fazia muito sentido e não renovaram com Pelaipe, mesmo com o pedido do departamento de futebol, e nem contrataram ninguém para o lugar. 

Diante deste cenário, o Flamengo tenta juntar os casos para encarar o Goiás, na próxima segunda-feira (18), pelo Campeonato Brasileiro. Uma nova derrota pode ser o fim da linha para Rogério Ceni, mesmo com a diretoria sendo contra a chegada de um "tampão". 

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