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Por que Dudu deve ser "falso 9" mais vezes no Palmeiras de Sampaoli

BeSoccer por BeSoccer @besoccer_com - 0 360

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Por que Dudu deve ser "falso 9" mais vezes no Palmeiras de Sampaoli

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Com possível chegada do argentino ex-Santos ao comando alviverde, ataque do Verdão seguiria estratégia diferente a partir de 2020.

O ano do Palmeiras terminou com duas boas vitórias e um sentimento de que 2020 pode ter o retorno dos títulos ausentes na atual temporada. Uma das coisas que mais chamou a atenção nos duelos contra Goiás e Cruzeiro, aliás, tem boas chances de se repetir caso a negociação com Jorge Sampaoli seja bem sucedida: Dudu como "falso 9".

Popularizado por Pep Guardiola, que encaixou Lionel Messi na função na década passada, o termo se refere a um jogador que, ainda que escalado na função de centroavante, consegue recuar para armar o jogo e cair pelas pontas, abrindo espaços para os companheiros entrarem. O falso 9, por sinal, normalmente tem características semelhantes a Dudu: estatura baixa/média, velocidade e boa visão de jogo.

Curiosamente, é exatamente isso que Sampaoli busca nos seus times, desde o Santos desta temporada até a já longínqua Universidad de Chile do começo da década. Portanto, dificilmente Deyverson ou Borja teriam muitas chances. As cenas de Dudu abrindo espaço na área e armando a jogada para algum companheiro finalizar, frescas na memória recente do palmeirense, têm tudo para se repetir com o argentino.

Abaixo, Goal relembra outras vezes nas quais Sampaoli optou pela estratégia em seus trabalho.

Primeiro trabalho marcante de Sampaoli, a Universidad de Chile de 2011/12, campeã da Sul-Americana de 2011 e semifinalista da Libertadores no ano seguinte, já mostrava essa característica. À época, o "falso 9" em questão era Eduardo Vargas, hoje no futebol mexicano, com passagens por Napoli-ITA, Valencia-ESP e Grêmio.

Muito técnico e com velocidade para se deslocar pelo gramado, ele deixou o argentino Rivarola, ídolo da torcida e centroavante nato, apenas como opção no banco. O desempenho foi tão bom, superando a marca dos 33 gols, dois deles na final da Sul-Americana, que fez o Napoli comprá-lo por 18 milhões de dólares à época.

Já na seleção chilena, Sampaoli manteve o conceito de um atacante móvel na frente da zaga, trocando de posição com os pontas. Exercida por Vargas e Alexis Sánchez em algumas oportunidades, a função chegou até a ter o então palmeirense Valdivia como executor em partidas da Copa do Mundo de 2014. Centralizado, o armador tinha liberdade para entrar na área e abrir espaços quando o time tinha a bola.

Outro nome bastante conhecido no país, Pinilla ficava reservado a situações específicas de jogos ou a uma parte final, como aconteceu diante do Brasil, por exemplo. Naquela ocasião, o "verdadeira" 9 entrou no final do jogo e, na prorrogação, carimbou o travessão de Júlio César.

Já no Sevilla, quarto colocado do Espanhol na temporada, Sampaoli usou diversos nomes como "falso 9", nenhum deles um reconhecido centroavante. Luciano Vietto, segundo atacante nos tempos de Racing e ponta direita na maioria das vezes em que atuou na Europa, se estabeleceu como favorito para atuar no setor.

Jovetic, centroavante mais característico, mal passou dos 20 jogos, sendo reserva na maioria deles. Os gols ficaram mais a cargo do francês Ben Yedder, ponta que tinha espaço no meio para entrar na área e vazar o adversário, justamente pelas características do esquema adotado por Sampaoli.

Ainda que o mais conturbado trabalho de Sampaoli, a Argentina pré e durante a Copa do Mundo também se notabilizou por jogar sem centroavante. Mesmo contando com nomes da estirpe de Higuaín e Aguero, dois dos principais 9 do mundo, o treinador foi para o jogos das oitavas de final, contra a França, apostando em Messi, o primeiro "falso 9".

Insatisfeito com a produção dos seus centroavantes na fase de grupos (Aguero foi titular duas vezes e Higuaín, uma), Sampaoli montou um trio ofensivo com Pavon, Di María e Messi. Ainda que tenha dado trabalho à futura campeã do mundo, não viu o seu estilo de jogo encaixar dessa vez.

Trabalho mais recente e, provavelmente, mais conhecido de Sampaoli para os brasileiros, o Santos da atual temporada não teve espaço para centroavantes. O argentino teve durante o ano Felippe Cardoso, Kaio Jorge, Yuri Alberto e Uribe, quarteto que, somado, teve 28 jogos na temporada. Para efeito de comparação, Eduardo Sasha, ponta/segundo atacante na carreira, teve 49 partidas sozinho.

Escolhido para a função principalmente a partir do Brasileiro, Sasha ganhou a vaga de outro nome muito longe das características de centroavante: Jean Mota. O meia atuou na função durante o Campeonato Paulista e foi bastante elogiado, sendo eleito até o melhor jogador da competição na votação da Federação Paulista.

Sampaoli, é claro, não vai preterir jogadores de qualidade se os tiver à disposição. Luiz Adriano, por exemplo, é um centroavante mais leve que Borja e Deyverson que pode ser utilizado desde que se encaixe na ideia do treinador.

Outra opção seria Willian, que também já fez essa função pelos clubes que passou. Segundo atacante em essência, o Bigode tem características bem semelhantes aos jogadores que tiveram sucesso nas mãos de Sampaoli como o famigerado "falso 9".

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